Goveradores da Oposição se Reúnem em Brasília para Discutir Segurança Pública

Goveradores da oposição se reúnem em Brasília para discutir segurança pública e o PL do crime organizado. Arthur Lira e Paulo Eduardo Bolsonaro em destaque.

10/11/2025 16:11

2 min

Goveradores da Oposição se Reúnem em Brasília para Discutir Segurança Pública
(Imagem de reprodução da internet).

Governadores de Oposição se Reúnem para Discutir Segurança Pública

Um grupo de governadores de oposição se reunirá em Brasília na próxima quarta-feira (12) para abordar questões relacionadas à segurança pública e definir estratégias em resposta às novas propostas legislativas em discussão no Congresso Nacional.

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Entre elas, o Marco Contra o Crime Organizado. O encontro visa consolidar uma frente de oposição coesa em relação a este tema.

A reunião ocorre após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciar o avanço do Projeto de Lei nº 868, conhecido como “PL Antifacção”, proposto pelo governo federal. Paralelamente, o Projeto de Lei nº 872, que trata do “PL Antiterrorismo” e será relatado pelo deputado federal Paulo Eduardo Bolsonaro (PP-SP), também está em análise.

O parecer do PL Antiterrorismo foi protocolado na última sexta-feira (7), após o deputado Paulo Eduardo Bolsonaro ser designado relator da matéria. Confirmados para participar do encontro estão os governadores de Minas Gerais (MG) e Goiás (GO). Além deles, foram convidados os governadores do Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Sul (RS), Ibaneis Rocha (Distrito Federal – DF) e Santa Catarina (SC), e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que ainda estão avaliando a participação.

O almoço é considerado uma tentativa de unir forças e construir uma frente de oposição em torno do combate ao crime organizado, que se tornou um dos principais focos da agenda legislativa neste período. A Megaoperação Contenção, realizada no Rio de Janeiro nos complexos da Penha e Alemão há cerca de duas semanas e que resultou em mais de 120 mortes, intensificou a discussão sobre o tema.

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A escolha do deputado Paulo Eduardo Bolsonaro para relatar o aumento das penas para as facções gerou críticas por parte do governo. A ministra das Relações Institucionais, Nilma de Frontin, argumentou que o debate sobre segurança pública seria contaminado por objetivos eleitoreiros do campo da direita.

No entanto, Paulo Eduardo Bolsonaro rebateu, afirmando que a segurança pública é uma pauta suprapartidária e urgente.

O substitutivo apresentado por Paulo Eduardo Bolsonaro prevê penas semelhantes às aplicadas a terroristas para organizações criminosas, com um tempo máximo de prisão de 40 anos e a possibilidade de progressão de regime em até 80%.

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