Operação “Contenção” no Rio: Cláudio Castro recebe apoio de 9 governadores após 121 mortes. CV é foco da ação e governo Lula anuncia medidas.
Após a megaoperação denominada “Contenção”, deflagrada na terça-feira (28.outubro.2025), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, recebeu o apoio de nove governadores. Através de suas plataformas de mídia social, esses governadores expressaram solidariedade e defenderam uma atuação firme contra o crime organizado.
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A operação foi realizada nos complexos da Penha e do Alemão, que abrangem 26 comunidades na zona norte do Rio de Janeiro. O balanço inicial indicou 121 mortes confirmadas, incluindo quatro policiais.
A operação “Contenção” focou na facção CV (Comando Vermelho). Foram mobilizados 2.500 policiais civis e militares para a ação. A operação ocorreu em áreas que reúnem 26 comunidades na zona norte do Rio de Janeiro.
A comitiva de governadores de direita que se deslocou ao Rio nesta quinta-feira (30.outubro.2025) incluiu representantes de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Goiás e Mato Grosso, todos filiados ao União Brasil. Além disso, confirmou-se a presença da vice-governadora do Distrito Federal, representando Ibaneis Rocha, e Ronaldo Caiado.
O PSDB do Rio Grande do Sul se manifestou sobre o tema, criticando o que chamou de “guerra ideológica” no contexto da segurança pública.
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Jorginho Mello, governador do Paraná, desejou ao governador Castro que mantenha uma posição firme contra o crime. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, defendeu que o Estado deve retomar seu papel na segurança pública. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, afirmou que o Rio não pode ser abandonado, considerando a segurança pública uma prioridade nacional.
Wilson Lima, governador do Amazonas, destacou o “inimigo em comum” no combate ao crime organizado. Ronaldo Caiado parabenizou o governador Castro por sua decisão de enfrentar o crime no Rio de Janeiro. Mauro Mendes, governador do Mato Grosso, questionou sobre a necessidade de mais ações para que bandidos sejam tratados como criminosos.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador Cláudio Castro, em conjunto, criaram um escritório emergencial para combater o crime organizado no Rio de Janeiro. A medida foi tomada após uma reunião entre autoridades estaduais e do governo federal, a pedido do presidente Lula.
O governo Lula emitiu um vídeo nas redes sociais, defendendo a necessidade de atacar “o cérebro e o coração” dos grupos criminosos e apoiando a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) relacionada à segurança pública. O governo federal também anunciou medidas para endurecer o combate ao crime organizado e aumentar a proteção de autoridades e funcionários envolvidos na área.
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