Golpe do Presente de Aniversário: Como se Proteger Contra Fraudes Insidiosas

Golpe do Presente de Aniversário: Fique Atento! Criminosos exploram datas comemorativas para roubar dinheiro de vítimas. Descubra como se proteger!

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(Imagem de reprodução da internet).

Golpe do Presente de Aniversário Falso: Como se Proteger

O golpe do presente de aniversário falso é uma forma insidiosa de estelionato que explora datas comemorativas para roubar dinheiro de vítimas. Diferentemente de fraudes puramente digitais, este golpe envolve a interação física com um suposto entregador.

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A premissa é simples: a vítima recebe um presente – geralmente flores, chocolates ou cosméticos – de um remetente anônimo, mas é instruída a pagar uma taxa de entrega simbólica no momento do recebimento. É neste momento que o furto ocorre, utilizando maquininhas de cartão adulteradas ou aplicativos fraudulentos.

Entendendo a Tática do Golpe

Tecnicamente, este golpe combina elementos do “phishing por voz” (vishing) com engenharia social presencial. Os criminosos utilizam bancos de dados vazados – disponíveis na dark web ou em listas ilegais de marketing – para identificar a data de nascimento, endereço e telefone da vítima.

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O sucesso da operação depende da criação de um cenário de urgência e recompensa emocional. Ao receber um presente físico, a vítima tende a baixar a guarda, ativando um viés cognitivo de reciprocidade e gratidão. O fraudador explora essa vulnerabilidade psicológica para justificar a cobrança de uma taxa de transporte, momento em que utiliza dispositivos de pagamento comprometidos para debitar valores exorbitantes, muitas vezes na casa dos milhares de reais, em vez da taxa simbólica anunciada.

Como o Golpe se Desenvolve

A execução do crime segue um roteiro estruturado para evitar que a vítima tenha tempo de questionar a legitimidade da cobrança. O processo pode ser dividido em etapas claras: 1. Coleta de dados e contato prévio Os golpistas monitoram listas de dados vazados para encontrar aniversariantes do dia ou da semana.

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Em muitos casos, entram em contato via telefone ou WhatsApp horas antes da entrega, confirmando o endereço para “liberar o envio” e gerar credibilidade. Eles informam que o presente já foi pago, mas há uma taxa de deslocamento pendente. 2. A abordagem presencial Um motoboy chega ao endereço da vítima portando o presente físico.

O item é real e visível (um buquê ou uma caixa de chocolates), o que serve para validar a história. O entregador geralmente age com pressa, alegando ter muitas entregas, para pressionar a vítima a agir rápido. 3. A recusa do pagamento em dinheiro Esta é a etapa crítica.

Quando a vítima oferece pagar a taxa (geralmente entre R$ 5,00 e R$ 10,00) em dinheiro, o entregador recusa, alegando normas da empresa ou falta de troco. Ele insiste que o pagamento deve ser feito exclusivamente por cartão de crédito ou débito, pois precisa “dar baixa no sistema”. 4.

A manipulação da maquininha Ao inserir o cartão, o golpe se concretiza de uma das seguintes formas: Visor danificado: O visor da maquininha está quebrado ou coberto por uma fita, impedindo a leitura do valor. Valor alterado: O entregador digita um valor muito superior (ex: R$ 2.000,00) em vez da taxa combinada.

Software fantasma: Um aplicativo no celular do golpista simula uma transação de baixo valor na tela, mas processa um valor alto em segundo plano. Troca de cartão: Em um momento de distração, o entregador troca o cartão da vítima por outro similar e vai embora com o cartão original e a senha digitada.

Sinais de Alerta e Prevenção

Identificar os padrões utilizados pelos criminosos é a principal forma de prevenção. As táticas focam em dificultar a conferência dos dados transacionais. Bloqueio visual do visor: O entregador tenta esconder o campo de valor da maquininha com o dedo, adesivos ou alegando que o visor está “queimado” ou com pouco brilho devido ao sol.

Recusa veemente de dinheiro: A insistência absoluta no uso do cartão, mesmo para valores irrisórios, é o maior indicador de fraude. Presente sem remetente claro: O entregador afirma não saber quem mandou ou diz que é uma surpresa anônima, evitando que a vítima ligue para alguém para confirmar o envio.

Mensagens de erro falsas: O golpista afirma que a transação falhou e pede para passar o cartão novamente ou usar outro cartão, multiplicando o prejuízo.

Riscos e Proteção

A recuperação dos valores perdidos neste tipo de golpe é complexa. Como a transação é realizada presencialmente com o uso de cartão com chip e senha (autenticação forte), muitas instituições financeiras interpretam a operação como legítima em uma primeira análise, dificultando o estorno imediato.

Medidas de proteção eficazes: Recuse pagamentos extras: Se você não solicitou o serviço, não pague taxas de entrega. Presentes enviados legitimamente já possuem o frete pago pelo remetente. Verifique o visor: Jamais insira a senha se não puder ler claramente o valor e a modalidade (débito/crédito) na tela da maquininha.

Notificações em tempo real: Mantenha as notificações do aplicativo do banco ativadas. Se o valor cobrado for incorreto, é possível identificar imediatamente. Priorize o pagamento por aproximação (NFC): Embora não seja imune, o pagamento por aproximação (via celular ou cartão) evita entregar o cartão físico na mão do suspeito e reduz o risco de troca de cartão.

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