A General Motors anunciou nesta terça-feira (27) otimismo em relação ao desempenho financeiro de 2026, impulsionado pela revisão das normas ambientais nos Estados Unidos. Essa mudança favorece a demanda por picapes e SUVs de grande porte, categorias de veículos que representam uma parcela significativa das vendas da montadora.
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A empresa, líder em vendas nos Estados Unidos, enfrentou desafios no ano anterior devido a problemas na cadeia de suprimentos, o que impactou os custos e a rentabilidade.
Desafios e Perspectivas de 2026
A GM previu que algumas das pressões que afetaram o desempenho em 2024 persistirão em 2026, incluindo o aumento nos preços das commodities, como o alumínio. No entanto, a montadora espera uma recuperação no lucro, principalmente devido ao forte mercado de picapes e SUVs na América do Norte.
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A expectativa de lucro operacional ajustado anual, medido pelo Ebitda, é de US$ 13 bilhões a US$ 15 bilhões para 2026, superando as projeções dos analistas.
Resultados Financeiros Recentes
A GM divulgou um lucro de quarto trimestre que superou as estimativas dos analistas, resultando em um aumento de 7% nas ações da empresa no pregão da manhã. O lucro ajustado antes de impostos aumentou cerca de 13%, atingindo US$ 2,84 bilhões no trimestre, em comparação com US$ 2,51 bilhões no mesmo período do ano anterior.
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O lucro por ação de US$ 2,51 também excedeu as expectativas de US$ 2,21.
Fatores de Suporte ao Lucro
A empresa destaca o sucesso nas vendas de seus veículos mais rentáveis, como os modelos de picapes Chevrolet Silverado e os SUVs robustos Cadillac Escalade. A revisão das regulamentações ambientais federais, que congelou as penalidades por descumprimento de normas de emissões, também contribui para o cenário favorável, permitindo à GM economizar até US$ 750 milhões ao evitar a compra de créditos de carbono de fabricantes de veículos elétricos, como a Tesla.
Investimentos e Programas da GM
A GM também anunciou um aumento de 20% no pagamento de dividendos trimestrais e a aprovação de um programa de recompra de ações de US$ 6 bilhões. O diretor financeiro, Paul Jacobson, informou que a empresa antecipa custos adicionais de US$ 1,5 bilhão relacionados a movimentos de “onshoring” (retorno da produção para os EUA), mudanças na cadeia de suprimentos e investimentos em software.
