Global Soft Power Index 2026: EUA em declínio, China em ascensão. Estudo aponta mudança na influência global, com EUA em 1º lugar, mas com baixa em indicadores
Em 2026, o Brand Finance Global Soft Power Index revelou uma mudança significativa na dinâmica global de influência. O estudo, divulgado em Davos durante o Fórum Econômico Mundial, apontou um ciclo de deterioração na percepção do poder de influência dos países, com um impacto particularmente forte nas nações ocidentais.
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O índice avalia a capacidade de 193 membros da ONU de influenciar comportamentos e decisões no cenário internacional, priorizando a atração e persuasão em detrimento da coerção.
Os Estados Unidos lideraram a lista, mas com uma pontuação de 74,9 em uma escala de 0 a 100, uma queda de 4,6 pontos em relação a 2025. Apesar de manter a posição de número um, a percepção americana sofreu um impacto generalizado, afetando quase todos os indicadores de soft power, exceto a familiaridade.
A reputação dos EUA caiu para o 26º lugar, com perdas significativas nos pilares de “Pessoas & Valores”, “Relações Internacionais”, “Educação”, “Ciência” e “Valores Sociais”. A administração de Donald Trump, referida como o “efeito Trump” pelo Brand Finance, foi apontada como um fator crucial nesse declínio, gerando uma desconexão entre a imagem histórica dos EUA e a nova direção da administração.
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Em contraste, a China avançou nove posições no ranking, alcançando a segunda posição com 73,5 pontos. O país asiático superou os Estados Unidos no indicador de reputação pela primeira vez, impulsionado por melhorias nos pilares de “Pessoas & Valores”, “Governança” e “Futuro Sustentável”.
A China consolidou sua posição em “Negócios e Comércio”, “Educação e Ciência”, e liderou em áreas como facilidade para fazer negócios, potencial de crescimento futuro, tecnologia e inovação. Esse avanço reflete uma estratégia deliberada e consistente, combinando política pública, expansão econômica, avanço tecnológico e engajamento cultural.
Além dos Estados Unidos, outros países ocidentais também enfrentaram dificuldades. O Reino Unido caiu para a quarta posição, seu pior desempenho histórico, seguido pela Alemanha e França, que registraram enfraquecimento nos indicadores de economia, inovação e influência.
O relatório apontou um crescente ceticismo internacional em relação à capacidade dessas nações de cumprir promessas associadas a seus “valores de marca”, como estabilidade, prosperidade e liderança global.
O Brasil ocupa a 29ª posição no Global Soft Power Index 2026, com uma pontuação de 49,2 pontos. O país avançou duas posições em relação a 2025 e registrou uma leve alta na pontuação, com destaque para os pilares de “Cultura & Patrimônio” e “Pessoas & Valores”.
Apesar do reconhecimento internacional e da forte presença cultural, o relatório indica que o país enfrenta desafios estruturais para converter atributos culturais, diplomáticos e relacionados à sustentabilidade em maior percepção de influência, confiança institucional e liderança estratégica de longo prazo.
O Global Soft Power Index 2026 ressalta a importância da credibilidade e do alinhamento entre valores, ações e resultados para o sucesso de um país no cenário global. A capacidade de inspirar confiança e respeito, juntamente com a demonstração de impacto positivo, se tornou um fator determinante para o soft power em um mundo em constante transformação.
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