Ministra Gleisi Hoffmann denuncia retrocesso em lei de cotas em Santa Catarina. Medida do governador Jorginho Mello (PL) causa preocupação e é criticada por Gleisi Hoffmann
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), classificou como um “retrocesso” a lei estadual que proíbe cotas raciais em universidades de Santa Catarina. A medida foi sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL). A ministra expressou sua preocupação com a institucionalização da desigualdade, destacando que a política de inclusão, iniciada com o governo federal, busca enfrentar os desafios históricos do Brasil.
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Gleisi Hoffmann fez sua declaração em uma publicação no Poder360, após concordar com os termos da LGPD através de um formulário de cadastro grátis. A ministra argumentou que a aprovação da lei representa parte de um projeto da “extrema-direita bolsonarista”, visando o “andar para trás” do país.
A nova legislação determina que universidades catarinenses que não cumprirem as regras estarão sujeitas a multas de R$ 100 mil por edital e podem ter seus repasses de recursos públicos cancelados. Universidades federais não serão afetadas pela medida.
O projeto, aprovado em dezembro pela Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), proíbe a reserva de vagas suplementares e outras medidas congêneres para o ingresso de estudantes e para a contratação de profissionais nas instituições de ensino superior do estado.
A lei impede que universidades implementem cotas raciais ou reservem vagas para grupos como transgêneros, ciganos, refugiados ou presidiários.
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A legislação mantém a reserva de vagas para pessoas com deficiência e estudantes de instituições estaduais públicas de Ensino Médio. A deputada Carminatti, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alesc, entrou com uma representação contra a lei no Ministério Público Federal.
Carminatti também utilizou seu perfil no Instagram para criticar a decisão do governador Jorginho Mello. Ela afirmou que a medida prejudicará estudantes que mais precisam e que o estado se coloca “na contramão dos avanços no ensino superior”. O Ministério da Igualdade Racial já havia manifestado preocupação com a aprovação do projeto em dezembro, classificando-o como “inconstitucional” e em “flagrante conflito com diversos normativos promotores de igualdade”.
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