Investigações sobre o Banco Master Aprofundam-se com Acusações Contra Campos Neto
Em uma terça-feira (24 de março de 2026), a ministra da Secretaria de Relações Institucionais do PT, Gleisi Hoffmann, solicitou esclarecimentos formais a Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central (2019-2024), em relação ao escândalo envolvendo o Banco Master.
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A investigação centraliza-se nas operações irregulares da instituição, que consistiam em transações com títulos de crédito desprovidos de garantia, representando um risco sistêmico e um potencial prejuízo bilionário para o sistema financeiro nacional.
De acordo com a ministra Hoffmann, Campos Neto recebeu alertas prévios sobre os problemas no Banco Master de diversas fontes, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU), além de comunicados de presidentes de bancos e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
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A situação do Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro, estava sob investigação, com suspeitas de fraude e gestão fraudulenta.
Em sua declaração divulgada no Instagram, Gleisi Hoffmann criticou a postura de Campos Neto, afirmando que o ex-presidente do Banco Central, nomeado pelo governo Bolsonaro, alegou que não era sua responsabilidade acompanhar as operações do Banco Master.
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A ministra classificou a justificativa como “muita desfaçatez”, demonstrando forte insatisfação com a resposta do ex-titular do Banco Central.
O PT também manifestou apoio à investigação, com o presidente do partido acompanhando de perto o caso Master. Segundo informações, Campos Neto teria autorizado, em outubro de 2019, a transferência do controle do Banco Máxima para Daniel Vorcaro, o que culminou na criação do Banco Master.
A situação continua sob análise e acompanhamento atento.
