Glasner explode após saída de Guéhi e anuncia demissão no Crystal Palace. Técnico critica falta de apoio e frustração com elenco
Após a derrota por 2 a 1 para o Sunderland, no sábado, o técnico do Crystal Palace, Oliver Glasner, expressou sua profunda frustração com a direção do clube, alegando que o elenco foi “completamente abandonado”. A declaração veio após a confirmação da saída do capitão Marc Guéhi para o Manchester City, um movimento que intensificou as críticas do treinador.
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Glasner, que liderou o Palace ao primeiro grande título na história do clube – um feito notável após 164 anos – anunciou sua demissão ao final da temporada. A saída de Guéhi, um dos pilares da defesa, e a percepção de falta de apoio da gestão geraram um clima de descontentamento no vestiário.
“Sinto que estamos sendo completamente abandonados”, afirmou Glasner à BBC. “Não posso culpar nenhum jogador. Eles fizeram tudo o que podiam, e isso vem acontecendo há semanas e meses.” A venda de Guéhi, que havia sido alvo de interesse do Liverpool no ano anterior, foi vista como um agravante na situação.
O treinador também ressaltou a falta de apoio à equipe, mencionando que apenas 12 ou 13 jogadores estão disponíveis. “Temos 12 ou 13 jogadores do elenco disponíveis e não sentimos nenhum apoio”, declarou. “A pior coisa é vender nosso capitão um dia antes de um jogo da Premier League.”
Glasner enfatizou a dificuldade da equipe em se preparar para o jogo, considerando a situação. “Estamos nos preparando, é a primeira semana completa de treinos desde setembro, e então vendem nosso capitão um dia antes de uma partida. Não tenho como entender isso.”
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O técnico também mencionou a frustração com a falta de opções no banco de reservas, composto principalmente por jovens jogadores. “Olho para o banco, não posso reagir, só crianças no banco. E isso não aconteceu ontem, vem de semanas atrás.
Por isso estou realmente frustrado hoje.”
Diante da situação, Glasner reafirmou seu compromisso com o elenco até o final da temporada, declarando: “Questionado se poderia deixar o cargo antes do fim da temporada, Glasner respondeu: “Não, nunca. Eu jamais faria isso. Vou seguir com este grupo de jogadores até o final.”
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