Ministro Gilmar Mendes apoia Dias Toffoli em caso Banco Master. STF discute urgência e código de conduta com foco no caso Toffoli.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou apoio ao colega Dias Toffoli em uma declaração publicada na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026. A fala do ministro ressaltou a trajetória de Toffoli, destacando seu compromisso com a Constituição e o funcionamento regular das instituições.
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Gilmar também mencionou a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação ao caso do Banco Master, onde Toffoli é relator do inquérito.
Três pedidos de suspeição foram apresentados por deputados federais do Novo-SP, PL-RJ e PL-SC. Os parlamentares argumentaram que Toffoli deveria ser considerado suspeito ao julgar as apurações sobre fraudes bilionárias contra o sistema financeiro.
A PGR, por sua vez, não identificada como Poder360, não considerou necessária alguma providência nesse momento, conforme avaliou Gonet.
Na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, os repórteres Carolina Brígido e Murilo Rodrigues Alves conduziram uma entrevista com o presidente do STF, Edson Fachin. A conversa abordou a “urgência”, mas não “pressa”, para discutir a criação de regras éticas na Corte.
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Fachin explicou que a medida pode ocorrer se o Supremo se “autolimita” ou se essa limitação for imposta por um poder externo. Ele ressaltou que a decisão não pode ser tomada de forma “açodada”.
Alguns ministros do STF, incluindo Fachin, são favoráveis à criação de um código de conduta interno, semelhante ao do Tribunal Federal Constitucional da Alemanha. No entanto, Fachin adverte que essa medida só deve ser implementada em um ano não eleitoral, devido a argumentos sólidos sobre o tema.
Ele reconhece que essa posição é sólida.
Gilmar Mendes criticou os dois principais eixos do código de conduta alemão, que limitam a participação de magistrados em eventos privados e declarações públicas. Ele argumenta que não há riscos de os ministros terem sua imparcialidade afetada ao participar de eventos com pessoas que têm interesses em processos. “Uma coisa que fascina muitos de vocês da imprensa é ir a eventos.
Acho isso uma bobagem”, afirmou Gilmar. Ele também expressou ceticismo em relação à possibilidade de conversas impróprias em eventos, e que, se alguém estivesse cogitando fazer algo errado, certamente não o faria em um evento.
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