Gigantes do e-commerce pagam US$ 527 milhões por “comerciantes fantasmas” em 2026!

Reguladora Chinesa Multa Gigantes do E-commerce por Comerciantes Fantasmas de Delivery
A agência reguladora de mercado da China aplicou multas significativas a sete grandes plataformas de comércio eletrônico. O valor total atingiu 3,6 bilhões de yuans, o que equivale a cerca de US$ 527 milhões. A penalidade foi imposta devido à permissão de operação de comerciantes de “entrega de comida” que não passaram por verificação adequada em suas redes.
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Detalhamento das Sanções e Plataformas Envolvidas
A Administração Estatal de Regulação de Mercado divulgou a decisão na sexta-feira, 17 de abril de 2026. As plataformas visadas foram Pinduoduo, Instant Commerce, Douyin, Taobao, Tmall e outras. Elas foram penalizadas por falharem em verificar as licenças dos estabelecimentos alimentícios.
Irregularidades Constatadas
As investigações revelaram que as plataformas permitiam que comerciantes sem um espaço físico real para preparo de refeições, ou aqueles que já haviam encerrado suas atividades, continuassem processando pedidos de entrega online. As empresas foram forçadas a corrigir essas falhas operacionais.
Além disso, as plataformas tiveram que suspender a inclusão de novas padarias por um período que varia entre três e nove meses. Os representantes legais e diretores de segurança alimentar dessas empresas também receberam multas, totalizando 19,7 milhões de yuans (US$ 2,9 milhões).
Reforço da Fiscalização no Mercado de Alimentos Online
As severas penalidades demonstram o esforço crescente de Pequim para regularizar o mercado de entrega de comida online, setor que tem crescido em ritmo acelerado. Isso sinaliza uma política de tolerância zero contra gigantes de tecnologia que negligenciam a segurança do consumidor ou dificultam a supervisão regulatória.
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Distribuição das Multas
A Pinduoduo, pertencente à PDD Holdings, recebeu a maior multa, no valor de 1,5 bilhão de yuans (US$ 220 milhões). Em seguida, vieram a Meituan, com 746 milhões de yuans (US$ 99,2 milhões), e a JD.com, multada em 635 milhões de yuans (US$ 93,1 milhões).
O órgão regulador enfatizou que as plataformas firmaram contratos com serviços de transferência de pedidos sabendo, ou estando em posição de saber, que tais práticas violavam os direitos dos consumidores. Após o início da apuração, todas as sete empresas removeram as lojas virtuais não verificadas e cortaram parcerias com as plataformas de entrega.
Medidas Preventivas e Futuras Fiscalizações
As multas elevadas são o resultado de um esforço contínuo para fortalecer a supervisão sobre as vendas de alimentos pela internet. Em fevereiro, o órgão já havia anunciado novas regras que entrariam em vigor em 1º de junho, exigindo verificações presenciais das licenças comerciais dos comerciantes.
Adicionalmente, no final de março, a agência convocou os operadores das plataformas para uma reunião de orientação administrativa. Nessa ocasião, criticaram a falta de cumprimento das responsabilidades de gestão e exigiram o aprimoramento dos controles internos de qualidade.
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