Gianni Infantino Defende Revogação do Veto à Rússia no Futebol
Em entrevista à emissora britânica Sky, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou nesta segunda-feira, 2, que o veto imposto à Rússia em competições internacionais deveria ser reconsiderado, especialmente nas categorias de base. A declaração surge após a análise dos resultados da medida implementada em 2022, que não apresentou avanços significativos.
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Infantino argumentou que a exclusão de equipes russas e bielorrussas, juntamente com as seleções de Rússia e Belarus, de torneios internacionais após o início do conflito, gerou mais problemas do que soluções. Ele ressaltou que a decisão contribuiu para um clima de frustração e hostilidade, sem alcançar os objetivos pretendidos.
O dirigente expressou o desejo de que as crianças russas tivessem a oportunidade de praticar futebol em outros países da Europa, acreditando que isso poderia ser um passo positivo. Ele enfatizou a importância de permitir que os jovens atletas continuassem a desenvolver suas habilidades, independentemente da situação política de seus países.
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Em outra parte da entrevista, Infantino se manifestou contra a possibilidade de um eventual veto a Israel, considerando que tal sanção representaria um retrocesso no futebol. Ele defendeu que os estatutos da Fifa devem garantir que nenhum país seja excluído de competições devido às ações de seus líderes políticos.
O presidente da Fifa também se posicionou a favor da decisão da entidade de conceder uma condecoração inédita ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Infantino justificou a homenagem, destacando que ela é merecida, e citou o apoio da ex-ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que também concordou com a decisão.
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“Objetivamente, ele merece. E não sou só eu que digo isso, uma ganhadora do prêmio Nobel da Paz — em referência a María Corina Machado — também disse o mesmo. Ele tem sido fundamental na resolução de conflitos e na salvação de milhares de vidas”, declarou Infantino, enfatizando o papel do ex-presidente em esforços de mediação e esforços humanitários.
