Gianinna Maradona depõe em julgamento polêmico sobre morte do ex-jogador; o que ela revelou?

Gianinna Maradona depõe em julgamento sobre a morte do ex-jogador! O que ela revelou sobre o tratamento médico e as acusações? Saiba mais!

21/04/2026 20:04

3 min

Gianinna Maradona depõe em julgamento polêmico sobre morte do ex-jogador; o que ela revelou?
(Imagem de reprodução da internet).

Gianinna Maradona Depõe em Julgamento sobre Morte do Ex-Jogador

Gianinna Maradona, filha de [Nome do Pai], prestou depoimento nesta quinta-feira em um julgamento que investiga o falecimento do ex-jogador. A audiência foi marcada pela rejeição de acusações feitas contra ela por um dos réus e também por críticas à conduta da equipe médica que acompanhava o tratamento do atleta.

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O testemunho ocorreu durante a terceira sessão deste novo processo, que foi retomado após a anulação do julgamento anterior, ocorrido em maio de 2025. Gianinna, de 36 anos, detalhou sua versão dos fatos perante os juízes.

Adiamento e Contestações no Depoimento

O depoimento, inicialmente agendado para uma sessão anterior, foi adiado após um pedido de declaração do neurocirurgião Leonardo Luque. Ele é apontado como principal acusado e médico de confiança de [Nome do Pai].

Nessa ocasião, Luque alegou que não estava responsável pelo tratamento do ex-jogador e atribuiu a filha a responsabilidade de buscar um médico clínico antes do falecimento, o que, segundo ele, não teria acontecido.

Versão de Gianinna sobre a Responsabilidade

“Eu respondi que iria me encarregar (de procurar), não que tinha um médico ou que eu sou médica. Simplesmente disse que iria procurar. De nenhum ponto de vista vou me responsabilizar por essa situação,” declarou Gianinna.

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Ela continuou, expressando sua frustração com a situação: “Eu confiei, lamentavelmente, cegamente nestes seres, que a única coisa que fizeram foi deixar meu filho sem avô e a mim sem pai”, ao contestar as acusações e apontar a tentativa de responsabilização dos profissionais envolvidos.

Questões Processuais e Detalhes do Cuidado Médico

Os magistrados já haviam negado um pedido da defesa da psiquiatra Agustina Cosachov para suspender o depoimento. Essa solicitação baseava-se na possível responsabilidade penal de Gianinna por descumprimento de deveres de assistência familiar.

O advogado Fernando Burlando defendeu a posição, afirmando: “Nunca se insinuou algo tão agressivo para a dignidade de uma pessoa, nunca se insinuou algo tão agressivo para a dignidade de uma vítima”.

Relatos de Episódios Específicos

Durante seu relato, Gianinna mencionou um episódio ocorrido em 30 de outubro de 2020, durante uma visita ao pai em seu aniversário. Segundo ela, ele estava desorientado e “com o olhar perdido”.

Ela relatou que, ao ser questionado se desejava sair do local, o ex-jogador respondeu positivamente. A tentativa de removê-lo foi interrompida por membros da equipe médica, com apoio policial.

Estrutura Domiciliar e Acusações de Manipulação

Outro ponto discutido foi a decisão de manter Maradona em recuperação domiciliar após uma cirurgia recente, em vez de hospitalizá-lo. “Parecia-nos que interná-lo era o melhor, pela experiência de quando ele havia se recuperado da cocaína, mas (ao mesmo tempo) que éramos umas filhas da puta se o internássemos”, explicou.

“Luque nos disse que não era opção para meu pai ser internado em uma clínica. Que primeiro tentássemos uma internação domiciliar. Nesse momento eu nem podia imaginar que estavam planejando outras coisas”, acrescentou, após a reprodução de um áudio.

Gianinna afirmou que a estrutura prometida não foi entregue, pois a casa onde ele faleceu, em 25 de novembro de 2020, não possuía monitor, desfibrilador nem ambulância disponível. “A manipulação foi absoluta e horrível, me sinto uma idiota”, concluiu.

Conclusão do Julgamento

O processo judicial envolve não apenas Luque e Cosachov, mas também outros profissionais de saúde, como o psicólogo Carlos Díaz, a médica Nancy Forlini, o médico Pedro Di Spagna, o coordenador de enfermagem Mariano Perroni e o enfermeiro Ricardo Almirón.

Todos respondem por homicídio simples com dolo eventual.

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