Gerdau Apresenta Desempenho Divergente em 2025 e Projeta Recuperação Gradual no Brasil
Os resultados do quarto trimestre de 2025 da Gerdau confirmaram as expectativas de analistas, demonstrando que as operações na América do Norte continuam sendo o principal motor do desempenho da empresa. Enquanto isso, o mercado brasileiro enfrenta desafios significativos, com a recuperação da siderúrgica prevista apenas para o ano de 2026.
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Contraste Regional no Desempenho
A siderúrgica está vivendo um momento de grande diferença entre as duas regiões. O mercado norte-americano está superando as projeções, enquanto a operação brasileira lida com margens mais apertadas devido ao aumento da importação de aço, principalmente da China.
Essa situação tem gerado preocupação entre os analistas.
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Resultados Financeiros e Projeções
O Citi estimou que o Ebitda ajustado da Gerdau alcançou R$ 2,37 bilhões, conforme o esperado. A empresa também apresentou um Ebitda de R$ 1,83 bilhão no mesmo período, com margens próximas de 21%, impulsionadas por custos menores e um leve aumento no volume de vendas.
Fatores de Suporte na América do Norte
A divisão norte-americana respondeu por cerca de 62% do Ebitda anual da companhia e por 73% no trimestre. Isso se deve ao aumento dos preços do aço na região, desde 2025, e à proteção comercial oferecida pelos Estados Unidos, com as tarifas da Seção 232 sobre o aço importado.
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Desafios no Mercado Brasileiro
A pressão do aço importado é vista como o principal obstáculo à recuperação da operação brasileira. A expectativa é que a redução das importações ocorra gradualmente ao longo de 2026, com um impacto mais significativo a partir de 2027, conforme avançam as investigações antidumping conduzidas pelo governo federal.
Projeções do Itaú BBA
O Itaú BBA acredita que a América do Norte continuará sendo o principal motor de crescimento no curto prazo, com melhora adicional das margens já no primeiro trimestre de 2026. Essa melhora será sustentada por preços mais altos do aço, aumento sazonal dos embarques e ganhos de eficiência operacional.
Desafios no Mercado Brasileiro (Continuação)
Para o mercado brasileiro, a projeção do Itaú BBA indica um início de ano mais desafiador, com margens praticamente estáveis no primeiro trimestre. A melhora do mix de vendas e a redução das exportações serão importantes, mas a empresa também enfrenta o impacto negativo do aumento dos custos de matérias-primas, como sucata e carvão metalúrgico.
No entanto, os analistas esperam uma recuperação gradual ao longo do ano, com melhorias mais visíveis no segundo semestre, apoiadas pela entrada em operação do projeto Miguel Burnier e pelo avanço de medidas de defesa comercial contra importações de aço.
