Gerdau Aposta em Redução de Importações de Aço no Brasil em 2026!

Gerdau prevê queda nas importações de aço em 2026! Investigações antidumping e a estratégia da empresa para defender a indústria nacional. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Gerdau Projeta Redução Gradual de Importações de Aço no Brasil em 2026

A Gerdau prevê uma diminuição gradual no volume de aço importado no Brasil ao longo de 2026. Essa projeção foi apresentada pelo CEO da empresa, Gustavo Werneck, em uma entrevista nesta terça-feira (24). A empresa descartou o fechamento de novas unidades produtivas para este ano, após uma série de ajustes de capacidade realizados anteriormente.

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Investigações Antidumping e a Redução de Importações

Segundo Werneck, a expectativa de menor entrada de aço estrangeiro está diretamente relacionada ao avanço de investigações antidumping conduzidas pelo governo federal. Essas investigações, que focam em produtos com forte presença no mercado brasileiro, como bobinas a quente e chapas grossas, têm demonstrado evidências de dumping por parte de produtores, principalmente os chineses.

Foco na Eficácia dos Mecanismos de Defesa Comercial

O executivo acredita que os mecanismos de defesa comercial se tornarão mais robustos nos próximos meses. Ele ressaltou que as análises antidumping já estão mostrando que há dumping, o que deve levar a uma maior efetividade desses mecanismos. A expectativa é que, ao longo de 2026, seja possível observar uma leve redução nas importações, com a efetividade desses mecanismos se consolidando a partir de 2027.

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Plano Operacional para 2026: Manutenção da Capacidade Existente

Nos últimos anos, a entrada de aço estrangeiro tem pressionado os preços domésticos e reduzido a utilização da capacidade das usinas brasileiras. O setor siderúrgico defende o fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial para preservar a competitividade da indústria nacional.

A Gerdau avalia que o principal desafio no Brasil não é a falta de demanda por aço, que permanece em níveis sólidos, mas sim a pressão exercida pelo aumento das importações.

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Apesar do cenário desafiador no mercado brasileiro, o executivo afirmou que não pretende fechar novas unidades produtivas neste ano. Segundo Werneck, as decisões mais difíceis já foram tomadas, incluindo o fechamento de capacidades produtivas e a redução de turnos de trabalho.

O foco da Gerdau é manter a operação com a mesma estrutura produtiva que encerrou 2025, priorizando ganhos de produtividade, redução de custos e melhoria da competitividade.

A empresa também se beneficia das tarifas da Seção 232 nos Estados Unidos, que restringem a entrada de aço importado. A Gerdau acredita que o mercado brasileiro, apesar da concorrência externa, apresenta um desempenho positivo.

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