Geração Z e o Equilíbrio Financeiro: Um Novo Paradigma
Um estudo da MindMiners, que analisou as finanças de mais de 4 mil jovens nascidos entre 1997 e 2012 – a Geração Z – revela um interesse crescente em investimentos e uma visão particular sobre o que significa o sucesso. A pesquisa aponta que essa geração prioriza a segurança financeira como um caminho para o equilíbrio emocional, com 52% indicando que ter estabilidade econômica nos próximos 10 anos é seu principal objetivo, superando a busca por uma carreira de sucesso (34%) e a independência financeira ou a compra de um imóvel (23%).
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Apesar disso, um terço dos jovens ainda opta pela poupança, vista como um investimento de baixo retorno. No entanto, 41% investem em ações, um percentual superior à média da população geral (36%), enquanto 47% aplicam em Tesouro Direto ou renda fixa.
Fundos de investimentos também são populares (33%), seguidos por criptomoedas (26%). O interesse em investir é notável, com 64% dos entrevistados planejando aplicar dinheiro nos próximos anos.
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Essa mentalidade se reflete em outros hábitos financeiros. Três em cada quatro jovens monitoram suas finanças, e 56% utilizam aplicativos de bancos digitais. O controle de gastos, embora ainda presente, é menos formal, com 38% ainda gerenciando as finanças “de cabeça”, acima da média geral de 31%.
O uso de bancos digitais também é maior (38% versus 30%), embora o acesso a crédito ainda seja limitado, com apenas 22% possuindo limite acima de R$ 5 mil.
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“Para a Gen Z, o sucesso não é sinônimo de ostentação. É alcançar a estabilidade emocional através da segurança financeira”, conclui a pesquisa. Essa visão reflete as experiências de uma geração que cresceu em meio a crises econômicas, avanços tecnológicos e rápidas mudanças.
A Geração Z enfrenta desafios como maior dependência dos pais, adiamento da saída de casa por questões financeiras e pressões emocionais, além de lidar com a diversidade e relacionamentos mais flexíveis.
Apesar disso, o crescimento individual é valorizado: 60% querem se destacar em tudo o que fazem, acima da média geral de 55%, e 54% se consideram ambiciosos. Entre os valores mais importantes para essa geração estão a saúde (69%), a família (65%), a estabilidade financeira (60%) e o sucesso profissional (47%).
No entanto, a busca por conquistas vem acompanhada de ansiedade, com 53% afirmando que preocupações “tiram o sono”.
O ambiente de trabalho também é percebido como desafiador, com 59% considerando o ambiente de trabalho difícil, citando baixos salários (48%), a exigência de experiência (39%) e a alta concorrência (35%). A área de tecnologia é a mais procurada, com 41% querendo atuar em TI, seguidos por aqueles que pretendem empreender ou abrir o próprio negócio (39%) e aqueles que buscam estabilidade em concursos públicos ou empregos formais (38%).
“Embora sonhem em empreender, a busca por estabilidade financeira ainda pesa. O ‘sonho’ é ser dono do próprio nariz, mas o ‘medo’ é a falta de renda fixa”, aponta o estudo. Apesar disso, a preferência pela casa própria é notável, com 74% dos jovens sonhando com a propriedade, acima da média geral de 58%.
Para aqueles que não priorizam o imóvel, a justificativa está ligada aos altos custos ou à falta de prioridade.
