Metanálise aponta variante genética exclusiva em homens para depressão. Estudo da Universidade de Queensland analisa 195 mil casos e identifica diferenças entre sexos
Uma metanálise abrangente, publicada em agosto de 2025, revelou nuances significativas na genética da depressão, distinguindo as diferenças entre homens e mulheres. A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade de Queensland, analisou mais de 195 mil casos e identificou uma variante genética exclusiva em homens, localizada no cromossomo X.
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O estudo reforça a importância de considerar o sexo ao analisar a depressão, indicando que a genética desempenha um papel crucial no transtorno.
Os pesquisadores descobriram que a maioria das variantes associadas ao Transtorno Depressivo Maior (TDM) é compartilhada entre homens e mulheres, embora com magnitudes distintas. Identificaram 16 variantes significativas em mulheres e oito em homens, incluindo a nova variante no cromossomo X.
Essa descoberta destaca a necessidade de abordagens diagnósticas e terapêuticas estratificadas por sexo.
Apesar da sobreposição genética, o estudo aponta para uma carga de risco maior em mulheres, sustentada por um conjunto adicional de variantes exclusivas. Essa disparidade persiste mesmo quando se considera o subdiagnóstico masculino, devido à tendência dos homens em não relatar seus sentimentos e buscar menos ajuda.
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A pesquisa enfatiza que a depressão tem uma influência genética significativa.
A pesquisa reconhece algumas limitações, incluindo o desequilíbrio amostral entre homens e mulheres, o foco em pessoas de ancestralidade europeia, possíveis fatores de confusão na análise de interação genótipo-sexo e a ausência de controles de qualidade específicos por sexo.
Essas limitações devem ser consideradas ao interpretar os resultados.
O estudo identifica padrões genéticos específicos que ajudam a explicar características da depressão em mulheres, como correlações mais fortes com traços metabólicos, como o índice de massa corporal elevado e a síndrome metabólica. Além disso, os pesquisadores observaram vínculos entre a depressão feminina e vias biológicas ligadas ao sistema imune e genes associados a condições neurológicas.
Essas descobertas podem levar ao desenvolvimento de novos alvos de tratamento, como o controle da obesidade e da síndrome metabólica.
Os resultados da metanálise, juntamente com a identificação de variantes exclusivas em homens e mulheres, sugerem que a depressão é um transtorno poligênico, influenciado por múltiplos genes com efeitos distintos em cada sexo. A pesquisa enfatiza a importância de estratégias diagnósticas e terapêuticas personalizadas, considerando as diferenças genéticas específicas entre homens e mulheres.
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