Estudo da UCL aponta gene APOE ligado a 72-93% dos casos de Alzheimer. Pesquisa na npj Dementia revela nova perspectiva terapêutica.
Um novo estudo da University College London (UCL) revela que o gene APOE está associado a uma proporção significativamente maior de casos de Alzheimer do que se pensava anteriormente. A pesquisa, publicada na revista npj Dementia, analisa dados de 450 mil participantes em quatro estudos globais, indicando que o gene pode estar presente em 72% a 93% dos casos diagnosticados.
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Os cientistas concluíram que a maioria dos casos de Alzheimer não ocorreria sem a influência do gene APOE. A pesquisa revisa os mecanismos que levam à doença neurodegenerativa, destacando a complexidade da relação entre genética e o desenvolvimento da condição.
Historicamente, a variante ε4 era considerada o principal fator de risco para o Alzheimer. No entanto, o estudo descobriu que a variante ε3 também contribui para a carga da doença. Essa variante, antes vista como neutra, agora é foco de novas investigações científicas.
A variante ε2, por sua vez, foi associada a um risco menor de desenvolver Alzheimer. A interação entre diferentes variantes genéticas e fatores ambientais desempenha um papel crucial na determinação do risco individual.
Embora o componente genético seja predominante, ele não atua isoladamente. Indivíduos com alto risco hereditário podem não apresentar sintomas durante a vida. A interação entre fatores genéticos e ambientais define o surgimento da condição.
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Fatores modificáveis, como o controle do colesterol e da pressão arterial, podem ajudar a mitigar a vulnerabilidade herdada. Hábitos como tabagismo e isolamento social são apontados como agravantes. Interações genéticas com outros genes também podem influenciar o risco ao longo da vida.
O estudo abre novas perspectivas terapêuticas, com foco na via molecular do APOE. Intervenções nessa via podem ter potencial preventivo, considerando que parte substancial dos casos está associada ao gene. Pesquisadores defendem que o APOE deve ganhar prioridade nas pesquisas biomédicas, especialmente em terapias gênicas e no desenvolvimento de novos medicamentos direcionados às variantes ε3 e ε4.
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