Copom prioriza combate à inflação! Gabriel Galípolo, na CEO Conference 2026, defende medidas para estimular investimento e produtividade no Brasil. A baixa produtividade e a taxa de desocupação são desafios cruciais
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou nesta quarta-feira (11 de fevereiro de 2026) que a remuneração do trabalho no Brasil está acima da inflação e do ganho de produtividade. Galípolo defendeu a criação de medidas para estimular o investimento privado, buscando ganhos de produtividade de forma mais sustentável.
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A fala ocorreu durante sua participação na “CEO Conference Brasil 2026”, organizada pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Galípolo argumentou que um dos principais desafios é a baixa produtividade da economia brasileira, que se mantém acima da remuneração do mercado de trabalho. Ele acredita que a melhoria do bem-estar social, impulsionada pelo investimento e crescimento, depende da obtenção de ganhos de produtividade, o que, por sua vez, influenciará a política monetária, as contas públicas e a harmonia entre produtividade e remuneração do trabalho.
O comitê reconheceu que a taxa de desocupação, que fechou o último trimestre de 2025 em 5,1%, e a população ocupada, também apresentaram níveis históricos, refletem um mercado de trabalho “apertado”. Galípolo explicou que, desde a pandemia de Covid-19, é difícil identificar tendências claras no mercado de trabalho, devido a efeitos conjunturais e estruturais.
O Banco Central, sob a liderança de Galípolo, enfatiza a importância da “calibração” na política monetária, dada as incertezas nas tendências econômicas. A autoridade monetária planeja sinalizar uma possível queda na taxa básica de juros, a Selic, em março, apenas após reunir mais confiança para iniciar um ciclo de flexibilização monetária.
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A inflação, medida pelo IPCA, acelerou para 4,44% ao ano em janeiro, acima da projeção de 4,41% indicada pelo Poder360. A meta de inflação do Brasil é de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%, conforme definido pelo CMN.
Durante o governo (PT), a inflação excedeu a meta em 22 dos 37 meses de janeiro de 2023 a janeiro de 2025. O Banco Central respondeu com um ciclo de aumentos na Selic, que começou em agosto de 2024 e terminou em junho de 2025, elevando o juro-base de 10,5% para um percentual ainda não divulgado.
O Comitê de Política Monetária (Copom) deverá decidir sobre um corte na Selic no próximo encontro, em março. Economistas avaliam se o início do corte de juros começará com uma redução de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto percentual.
O mercado de trabalho brasileiro apresenta desafios complexos, com a baixa produtividade e a pressão inflacionária. O Banco Central, sob a liderança de Gabriel Galípolo, busca um equilíbrio entre o combate à inflação e o estímulo ao crescimento econômico, reconhecendo a importância de ganhos de produtividade para garantir um ambiente de negócios mais favorável ao investimento privado e ao bem-estar social.
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