Gabinete de Segurança de Israel aprova medidas polêmicas na Cisjordânia! Novas diretrizes facilitam compra de terras por colonos e expandem fiscalização sobre a população palestina. Críticas de Mahmoud Abbas e condenação do Hamas! Saiba mais
O gabinete de segurança de Israel deu luz verde, no domingo (8 de fevereiro de 2026), para um conjunto de medidas que visam facilitar a compra de terras por colonos na Cisjordânia ocupada. Além disso, as novas diretrizes concedem mais poderes de fiscalização às autoridades israelenses sobre a população palestina residente na região.
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As informações foram divulgadas pelo jornal digital.
Os ministros Israel Katz (Defesa) e Bezalel Smotrich (Finanças) justificaram as decisões como uma tentativa de “remover barreiras de décadas”, revogar leis jordanianas discriminatórias e permitir um desenvolvimento mais rápido dos assentamentos na área.
Smotrich declarou que o objetivo principal é “enterrar a ideia de um Estado palestino”.
A iniciativa do governo israelense inclui a publicação dos registros de terras na Cisjordânia, o que significa que os potenciais compradores poderão identificar os proprietários e entrar em contato para realizar a compra. Até então, o registro de terras na Cisjordânia era mantido em sigilo.
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Outro ponto importante da decisão do gabinete é a revogação de uma regulamentação que impedia a compra de imóveis por pessoas que não fossem muçulmanos na região. Essa restrição remanescente data do período em que a Jordânia exercia o controle sobre o território.
Antes da aprovação do gabinete, os judeus só podiam adquirir terras por meio de empresas registradas na área, e não como indivíduos. O novo acordo permitirá que judeus comprem terras na Judeia e Samaria da mesma forma que compram em Tel Aviv ou Jerusalém, conforme mencionado no comunicado dos ministros, que utilizaram terminologia bíblica para se referir às regiões que compõem a Cisjordânia.
Adicionalmente, o governo israelense decidiu expandir as atividades de supervisão e fiscalização para as Áreas A e B, focando em violações relacionadas à água, danos a sítios arqueológicos e riscos ambientais que afetam todo o território. Essas áreas estão divididas de acordo com os Acordos de Oslo, assinados em 1995 entre Israel e a Autoridade Palestina.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, classificou as decisões como ilegais e inválidas, e solicitou a intervenção dos Estados Unidos e da Organização das Nações Unidas (ONU) para impedir sua implementação. O Hamas também condenou a medida, instando a uma “escalada” na Cisjordânia e exigindo que as nações árabes e muçulmanas rompam relações com Israel.
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