Justiça de SP Decisão Contra Prisão Temporária na G4 Gym
A Justiça de São Paulo (TJ-SP) indeferiu nesta sexta-feira, 13, o pedido de prisão temporária contra os sócios da academia G4 Gym, após a morte da professora Juliana Faustino Basseto. A vítima, de 27 anos, faleceu horas após passar mal na piscina da academia, localizada em São Lucas, zona leste da capital.
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A principal suspeita é que a morte de Juliana tenha sido causada por intoxicação devido ao uso de cloro para limpeza da piscina. Outras cinco pessoas que também utilizaram a piscina na mesma data foram hospitalizadas. A juíza Paula Marie Konno, que assinou a decisão, considerou que não havia motivos para a decretação da prisão temporária, pois os sócios já prestaram depoimento, a perícia coletou amostras e a academia foi lacrada.
Não foram identificados indícios de que os investigados estivessem intimidando ou constrangendo testemunhas.
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A magistrada enfatizou que as medidas cautelares, como comparecer em juízo para justificar atividades e informar endereços, e não manter contato com testemunhas, seriam suficientes. Caso os sócios descumprissem essas condições, a prisão preventiva poderia ser decretada.
A defesa dos empresários da G4 Gym recebeu a decisão com satisfação e afirmou que eles cumprirão as medidas cautelares. Eles permanecerão à disposição das autoridades para esclarecimentos.
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Indiciamento por Dolo Eventual
A Polícia Civil indiciou os três empresários responsáveis pela unidade da academia – Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração – por homicídio com dolo eventual. A defesa dos empresários negou a negligência do trio.
Segundo o relato do ajudante-geral Severino Silva, 43, que seguia as orientações dos donos via mensagem, a mistura de produtos para a piscina foi realizada sem a devida formação técnica. Severino é tratado como testemunha no caso.
MP Investiga a Rede de Academias
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil para investigar a rede de academias C4 Gym. O objetivo é apurar se as franquias da rede operam sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A promotoria determinou que a academia apresente informações sobre as unidades em funcionamento, contratos de franquia e eventuais irregularidades.
A Subprefeitura de Vila Prudente interditou a academia devido a uma “situação precária de segurança” e à ausência do Auto de Licença de Funcionamento.
