Erros Comuns em Startups: A Importância de Contratar Cedo
Em meio às histórias de sucesso de fundadores de startups e negócios em rápido crescimento, um padrão emerge com frequência: a demora em contratar as pessoas certas. Entrevistas com empreendedores que comandam empresas com faturamento entre US$ 1 milhão e US$ 20 milhões por ano revelam um arrependimento recorrente: a demora em estruturar a equipe.
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A dificuldade em delegar, o receio de comprometer o fluxo de caixa com salários e a crença de que era possível “fazer tudo sozinho” se mostraram barreiras que, segundo os próprios fundadores, frearam o crescimento dos negócios. A seguir, veja como cinco exemplos ilustrativos enfrentaram esse dilema e o que pode ser aprendido com essas experiências.
O Custo Oculto de Fazer Tudo Sozinho
Muitos empreendedores, ao iniciar um negócio, optam por manter a estrutura o mais enxuta possível, com receio de sobrecarregar a operação com despesas fixas. Essa estratégia é compreensível do ponto de vista da gestão de caixa, mas, como demonstraram os casos analisados, postergar contratações estratégicas pode custar mais caro no longo prazo, em eficiência, escalabilidade e saúde mental dos fundadores.
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Michelle Jimenez-Meggiato, fundadora da incredifulls, empresa de snacks congelados, aponta que a tentativa de economizar evitando contratar foi um erro. Ela e o marido investiram US$ 20 mil para lançar a marca e chegaram a fechar acordo com Lori Greiner no Shark Tank.
A empresa, que nasceu como projeto paralelo, hoje fatura milhões de dólares por ano, e poderia ter escalado mais rápido, segundo os próprios fundadores, se tivessem estruturado a equipe logo no início.
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Delegar Cedo: Um Divisor de Águas para a Escalabilidade
Ross Friedman fundou a Slacker Media Group, uma empresa de eventos ao vivo que fatura milhões e já teve mais de 250 mil participantes em suas ativações. Mesmo tendo montado uma boa equipe ao longo do tempo, Friedman admite que assumir sozinho grande parte das responsabilidades atrasou o crescimento da empresa.
A afirmação ressoa diretamente com conceitos de eficiência operacional: ao centralizar decisões e execuções, o fundador limita o potencial da empresa. A descentralização, quando bem feita, permite crescimento exponencial sem perda de controle.
Capital Humano como Alavanca Estratégica
Charles Eide, CEO da EideCom, que fatura US$ 20 milhões anuais com produção de eventos corporativos, é direto: “Deveria ter contratado pessoas melhores antes”. Segundo ele, o excesso de autoconfiança no início e o desejo de controlar todos os aspectos do negócio o impediram de aproveitar talentos com mais competência em áreas específicas.
O caso de Eide comprova que a contratação correta não é um custo, é um investimento estratégico com retorno mensurável. Profissionais experientes trazem ganhos de produtividade, evitam retrabalho e abrem caminho para expansão em ritmo mais acelerado.
O Custo da Equipe Errada
Victor Guardiola, fundador da Bawi, reforça que não basta contratar, é preciso contratar as pessoas certas o mais cedo possível. A empresa, que começou com vendas modestas em feiras livres e hoje caminha para ultrapassar sete dígitos em receita anual, enfrentou obstáculos causados por contratações mal ajustadas.
O impacto financeiro de uma contratação equivocada pode ser profundo: retrabalho, desperdício de recursos, desaceleração de entregas, desgaste interno e até risco reputacional. Guardiola sugere que os fundadores devem sempre pensar na próxima contratação crítica como parte da estratégia de crescimento, não como uma despesa opcional.
Contratar Cedo para Evitar Burnout e Acelerar a Profissionalização
A Tinker Tin, liderada pelos irmãos Jaime Holm e Matt Hannula, é hoje uma empresa de US$ 20 milhões, sem dívidas, que atende grandes marcas como a Lexus e projetos em Hollywood. No entanto, o crescimento só acelerou de fato quando a fundadora deixou de acumular funções. “Durante muito tempo operamos com equipe reduzida.
Quando meu irmão assumiu como CEO, pude me concentrar no que faço de melhor, e o negócio deslanchou”, contou Holm. Já Hannula reforça que a relutância em demitir funcionários ineficientes também prejudicou a empresa: “Remover um talento ruim cedo teria nos ajudado a escalar melhor, mais rápido e com mais eficiência.” A estruturação correta de equipe, com papéis bem definidos e profissionais alinhados aos objetivos estratégicos, é um dos pilares da governança corporativa eficaz, e um fator crítico para a manutenção da rentabilidade em crescimento contínuo.
Este treinamento ensina como gerenciar o orçamento de empresas. Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do treinamento é voltado para quem deseja aprimorar a gestão financeira e se destacar num mercado cada vez mais competitivo.
