Fundação Abrinq: 77% de adolescentes em trabalho infantil em 2026

Fundação Abrinq Aponta 77% de Adolescentes em Trabalho Infantil em 2026
Em 2026, um levantamento da Fundação Abrinq identificou que 77% dos adolescentes entre 14 e 17 anos que trabalhavam no primeiro trimestre do ano estavam em situações de trabalho infantil. A pesquisa utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE.
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Contexto Econômico e Inserção no Mercado de Trabalho
Apesar da taxa de desocupação ter atingido 6,1% no primeiro trimestre de 2026, o menor índice da série histórica trimestral, a inserção de adolescentes no mercado de trabalho permanece com atividades irregulares, insalubres, perigosas ou incompatíveis com a legislação.
Crescimento e Lenta Redução
A participação dos adolescentes no mercado de trabalho aumentou desde 2024, atingindo níveis semelhantes aos de 2012 a 2016. No entanto, a redução do trabalho infantil continua lenta. Segundo a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 14 anos.
A contratação entre 14 e 16 anos é permitida apenas como aprendiz, e a partir dos 16 anos, o trabalho formal é possível, com restrições a atividades perigosas ou noturnas.
Dados e Recomendações
A Fundação Abrinq aponta uma redução de 9 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil na década de 1990 para aproximadamente 1,5 milhão atualmente. Especialistas defendem o fortalecimento de políticas públicas, educação e programas de aprendizagem para ampliar a proteção aos jovens e reduzir a irregularidade.
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A erradicação do trabalho infantil depende de medidas de longo prazo, incluindo educação de qualidade, transferência de renda para famílias vulneráveis e mecanismos eficazes de denúncia e fiscalização.
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