Por Alexandre Loures, sócio-controlador e head da área privada da FSB Holding, o futebol brasileiro se mantém devido ao forte vínculo emocional que milhões de torcedores possuem. Esse amor se traduz em gastos com ingressos, produtos oficiais, patrocínios e direitos de transmissão, impulsionando uma indústria bilionária.
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A atenção do torcedor é o principal ativo, sustentando a estrutura e o desempenho dos clubes.
O Impacto das Redes Sociais
O ecossistema de comunicação do futebol passou por uma transformação radical, com as redes sociais se tornando o principal centro de consumo de conteúdo esportivo no Brasil. Os brasileiros dedicam quase quatro horas diárias a essas plataformas, e influenciadores digitais já superam a audiência de canais oficiais de clubes e, em muitos casos, a imprensa esportiva tradicional.
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Algoritmos e o Engajamento
Os algoritmos das plataformas digitais priorizam conteúdos negativos, emocionais e polarizadores, que geram maior engajamento. A raiva, o ataque e a crise tendem a gerar mais cliques do que análises informativas ou dados históricos. Essa dinâmica cria um incentivo econômico para influenciadores que buscam monetizar audiência.
Riscos e Desafios
Essa lógica pode levar ao desgaste a longo prazo, afastando torcedores do estádio, da camisa e da transmissão. O foco excessivo em críticas e indignação pode comprometer o futuro do clube. É crucial distinguir entre uma crítica legítima e a manipulação algorítmica.
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Um Alerta para os Amantes do Futebol
É fundamental ter cuidado para não se tornar alimento dos algoritmos, financiando canais que lucram com a desgraça do próprio time. A proteção da torcida é o ativo mais valioso, pois sem amor, o futebol perde seu sentido. O futuro do esporte depende da capacidade de equilibrar paixão e discernimento.
