Frustração no trabalho? Pesquisa aponta crise geracional! 67% da gestão e 84% da alta liderança sentem que jovens não têm o mesmo comprometimento. Descubra como essa desconexão afeta o mercado de trabalho e como resolver!
Nos últimos tempos, uma palavra tem se tornado cada vez mais presente em discussões sobre o mercado de trabalho: frustração. Inicialmente, pode parecer que estamos falando de questões como trabalho, contratos e compromissos, elementos comuns no dia a dia corporativo.
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No entanto, a raiz do problema reside em algo mais profundo: a desconexão entre as expectativas e a realidade vivida por profissionais e empresas.
Essa frustração se manifesta quando o trabalho não entrega o que se promete – crescimento financeiro, desenvolvimento profissional e um senso de propósito. Essa discrepância gera um descompasso que afeta o engajamento e a motivação, impactando negativamente as empresas.
A percepção de que as novas gerações não compartilham o mesmo compromisso com o trabalho das gerações anteriores também contribui para essa dinâmica.
Uma pesquisa recente, a Carreira dos Sonhos, revelou que 67% da gestão e 64% da alta liderança acreditam que jovens profissionais não possuem o mesmo compromisso com o trabalho. Essa visão estereotipada alimenta um ciclo de desconexão, onde cada grupo se isola em suas crenças e insatisfações.
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É crucial reconhecer que o mundo do trabalho está em transformação. A vida profissional deixou de ser organizada em torno de um único eixo – o trabalho – e agora convive com prioridades que antes eram consideradas secundárias. Saúde mental, bem-estar, flexibilidade e estabilidade ganharam um peso maior nas decisões de carreira.
Essa mudança não é apenas uma “coisa da geração mais nova”, mas sim uma tendência observada em todos os públicos.
Uma pesquisa revelou que a maioria dos profissionais deseja uma cultura que promova o bem-estar, a inclusão e a comunicação transparente, além de valorizar e recompensar os talentos. Essa convergência de necessidades demonstra que o desafio não é uma suposta “crise geracional“, mas sim a falta de clareza nas expectativas e na comunicação.
Uma vez reconhecidas essas mudanças, é fundamental reaprender a conversar sobre expectativas. Muitos conflitos surgem da falta de clareza na comunicação e do alinhamento de objetivos. É preciso garantir que todos entendam seus papéis, responsabilidades e como suas entregas serão avaliadas.
A avaliação de desempenho, por exemplo, precisa ser transparente e objetiva, evitando critérios nebulosos. Rituais de conversas frequentes podem ajudar a esclarecer dúvidas e alinhar expectativas.
Líderes precisam de apoio e formação, em vez de apenas receberem ordens. A frustração da empresa com os funcionários não deve recair sobre os ombros da liderança, que já tem uma lista de tarefas interminável. Investir em lideranças preparadas é essencial para romper o ciclo de frustração.
O desafio não é a falta de talento ou vontade de trabalhar, mas sim a ausência de expectativas claras, limites definidos e responsabilidades bem comunicadas. É nesse ponto que a frustração começa e é também onde ela pode ser resolvida.
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