Reabertura da Fronteira de Rafah: Uma Esperança em Meio à Crise Humanitária
A passagem de Rafah entre a Faixa de Gaza e o Egito, que permanecia fechada desde 2024, foi reaberta nesta segunda-feira (2) para o tráfego de pessoas. A iniciativa, que ocorre sob condições rigorosas, surge em um contexto de profunda crise humanitária no território palestino, palco de dois anos de conflito entre Israel e o Hamas.
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A reabertura da fronteira, supervisionada pela missão europeia EUBAM Rafah, representa um esforço para permitir que civis gazaís acessem cuidados médicos urgentes e, para alguns, a oportunidade de buscar estudos no exterior. No entanto, o acesso à ajuda internacional permanece restrito, um ponto de tensão entre as partes envolvidas.
Primeiros Passos e Desafios
Inicialmente, apenas cerca de 50 pessoas foram autorizadas a atravessar a fronteira, conforme anunciado pela televisão israelense Kan. Entre os que esperavam a abertura, estavam doentes e feridos, que viam na passagem a única chance de receber tratamento adequado. “Quanto mais espero, pior fica o meu estado, e temo que os médicos tenham de amputar minhas duas pernas”, relatou Zakaria, um homem de 39 anos ferido em 2024.
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Outro ferido, Mohamed Nasir, expressou a mesma urgência: “Preciso de uma operação séria que não está disponível em Gaza”.
Condições de Acesso e Perspectivas Futuras
As autoridades israelenses controlam o posto fronteiriço, impondo restrições à passagem, como a necessidade de uma autorização de segurança prévia e a proibição de objetos metálicos ou eletrônicos. Os palestinos que desejam retornar a Gaza poderão levar uma quantidade limitada de bagagem, com restrições a medicamentos.
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A embaixada palestina no Cairo está coordenando o processo.
Contexto do Conflito e Perspectivas de Paz
A reabertura de Rafah ocorre em meio a tensões contínuas entre Israel e o Hamas, com acusações mútuas de violações do cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2023. A situação humanitária em Gaza permanece crítica, com um elevado número de mortos e feridos, conforme reportado pela Defesa Civil de Gaza e confirmado pela ONU.
As autoridades israelenses condicionaram as travessias à obtenção de uma autorização de segurança prévia, em coordenação com o Egito e sob a supervisão da missão europeia em Rafah. A reabertura também deverá permitir a entrada em Gaza, em data ainda desconhecida, dos 15 membros do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês).
