Brasil e China fortalecem comércio de carne: novas quotas e tarifas impactam frigoríficos. China consolida importações de carne bovina, com quotas de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil em 2026
Nos últimos anos, a China consolidou-se como o principal mercado consumidor de carne bovina produzida no Brasil. Em 2025, dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC) revelaram que o Brasil exportou aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de carne bovina desossada congelada para a China, representando o item de maior destaque na pauta de exportações do setor.
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Este volume significativo reforça a importância do mercado chinês para os frigoríficos brasileiros, demonstrando uma parcela de cerca de 51,3% das exportações totais de carne bovina em 2025. No entanto, este cenário dinâmico foi impactado por novas regulamentações implementadas pelo Ministry of Commerce of the People’s Republic of China (MOFCOM).
Em resposta ao crescimento acelerado das importações de carne bovina, o MOFCOM iniciou uma investigação de salvaguarda em 2024, culminando na aprovação de um regime de quotas tarifárias em 31 de dezembro de 2025. Este regime, com validade de três anos (2026-2028), visa proteger a indústria doméstica chinesa, que considerava o aumento das importações como um dano à sua produção.
As importações dentro da quota anual estarão sujeitas à tarifa de importação, enquanto volumes excedentes serão taxados com uma tarifa adicional de 55%, conforme estabelecido no Comunicado nº 87/2025.
Para 2026, os volumes reportados indicam que o Brasil receberá 1.106.000 toneladas, seguido pela Argentina (511.000 toneladas), Uruguai (324.000 toneladas), Nova Zelândia (206.000 toneladas), Austrália (205.000 toneladas) e Estados Unidos (164.000 toneladas).
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A alocação da quota é um fator crucial, e a definição da data de embarque, a previsibilidade logística e a estabilidade de fornecimento impactam diretamente o momento do desembaraço aduaneiro.
A introdução das quotas exige uma mudança na forma de competir. Importadores chineses buscam parcerias com frigoríficos brasileiros que ofereçam confiabilidade logística e previsibilidade operacional. A quota deixa de ser apenas um instrumento regulatório e se torna um ativo estratégico, influenciando negociações comerciais e a formação de preços.
Para o frigorífico brasileiro, a gestão do risco de quota do importador se torna um fator determinante para a competitividade.
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