A França manifestou nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, seu firme apoio à soberania e integridade territorial da Dinamarca e da Groenlândia. Essa demonstração de solidariedade ocorre em resposta a declarações do presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), que defendem a possibilidade de anexação do território.
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês, Confavreux, enfatizou a importância de uma diplomacia robusta, ligada a um forte motor econômico, para garantir a segurança da Europa.
Rearmamento e Estratégia Geoestratégica
O governo francês está implementando um plano de rearme militar e industrial, visando fortalecer a posição geoestratégica da Europa. A iniciativa busca garantir a proteção do continente, considerando a presença de outras potências marítimas na região.
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Confavreux ressaltou a necessidade de uma estratégia abrangente, que envolva o fortalecimento da capacidade econômica do país.
Reação Internacional e Desafios à Soberania
As declarações de Trump, que defendem a anexação da Groenlândia por razões de segurança nacional, geraram reações negativas. A Dinamarca e o governo groenlandês rejeitaram a proposta, reafirmando a soberania do território e a necessidade de decisões tomadas pelo povo groenlandês.
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A primeira-ministra dinamarquesa, Nielsen, minimizou o impacto da nomeação de um enviado especial, afirmando que a decisão não altera a situação para o país.
Nomeação de Envidado Especial e Impacto Político
Em 21 de dezembro, Trump nomeou o governador da Louisiana, Landry, como enviado especial para a Groenlândia. Essa decisão provocou críticas e preocupações, com Landry declarando apoio à proposta de anexação. A nomeação gerou debates sobre a influência do governo americano na região e seus potenciais impactos na soberania groenlandesa.
Reações e Pressão Diplomática
A reação da comunidade internacional foi de preocupação. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Rasmussen, expressou sua insatisfação com a nomeação do enviado especial, considerando-a inaceitável. O governo Trump intensificou a pressão diplomática, suspendendo licenças de 5 grandes projetos de energia eólica offshore na costa leste dos EUA, incluindo 2 da estatal dinamarquesa Orsted.
A primeira-ministra dinamarquesa classificou a situação como delicada, devido à pressão exercida por um aliado de longa data.
