Fórmula 1 inova para atrair novos públicos com estratégias ousadas, como o filme “F1 – O Filme”, que gerou grande impacto. A categoria busca expandir seu alcance e atrair jovens fãs
A Fórmula 1 está em uma nova fase, buscando expandir seu alcance e atrair públicos mais jovens. Essa transformação se manifesta em parcerias estratégicas e ações de marketing que vão além das pistas. Um exemplo recente foi o sucesso do filme “F1 – O Filme”, lançado em julho, que gerou um movimento de compra do combo especial com miniaturas de carros e lanches, esgotando rapidamente.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa ação fazia parte de uma estratégia maior da categoria, que visa se aproximar de públicos mais jovens e familiares, ampliando o alcance de uma das categorias esportivas mais valiosas do mundo.
A parceria com a Liberty Media, dona dos direitos da Fórmula 1, é um dos pilares dessa expansão. A empresa tem firmado acordos com empresas de diversos setores, do entretenimento aos brinquedos, para transformar o automobilismo em uma plataforma global de conexão com novas gerações.
O objetivo é ir além das vendas, buscando exposição midiática mundial e mensurando o impacto da exposição institucional nas vendas, que continua sendo o principal indicador das empresas.
Em maio, durante o Grande Prêmio de Miami, os pilotos desfalaram em carros construídos com peças de Lego, marcando a entrada da fabricante no universo das corridas e aproximando o público infantil do esporte. Bruno Brum, CMO da agência End to End, explica que o movimento se baseia em um comportamento de consumo, onde o esporte oferece uma plataforma de engajamento emocional que conecta marcas a públicos apaixonados, entregando narrativa, comunidade e propósito.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A mesma lógica orienta o acordo entre a Fórmula 1 e a Disney, anunciado para 2026. O personagem Mickey Mouse estará presente em experiências, conteúdos e produtos licenciados, reforçando o esforço da categoria em se posicionar como um produto de entretenimento global.
Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports, vê o esporte como um território singular, onde a imprevisibilidade é um fator chave, combinando emoção, competição e surpresa.
As iniciativas da Fórmula 1 seguem o caminho traçado pela série “Drive to Survive”, lançada pela Netflix em 2019, que abriu os bastidores das equipes e humanizou os pilotos. O sucesso da produção foi um divisor de águas para o rejuvenescimento da audiência.
Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, observa que a estratégia tem dado resultado, com faturamento recorde, autódromos cheios e público cada vez mais engajado.
Joaquim Lo Prete, country manager da Absolut Sport no Brasil, reforça que o conteúdo é o novo combustível da modalidade, com a categoria se modernizando e focando em bastidores e novas experiências com o público. Segundo a Liberty Media, 40% dos seguidores da Fórmula 1 no Instagram têm menos de 25 anos, e quatro milhões de fãs entre 8 e 12 anos acompanham o esporte na Europa e nos Estados Unidos.
Desde 2019, a média de idade caiu de 44 para 35 anos, enquanto o público feminino passou de 20% para 37%.
No segundo trimestre de 2025, a administradora global registrou faturamento recorde de 1,23 bilhão de dólares, impulsionado pelo filme “F1 – O Filme”. O resultado elevou a receita total da temporada anterior para 3,65 bilhões de dólares, com crescimento de 6%.
Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, explica que a estratégia segue em expansão, com a Liberty investindo em novas audiências por meio das redes sociais, com conteúdo pensado sob medida para cada plataforma.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!