Expansão de energia renovável, como eólica e solar, impulsiona SIN. Entre 2020 e 2025, fontes variáveis geraram 74% da expansão da matriz. Desafios na operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) surgem com a crescente MMGD
O aumento expressivo das fontes renováveis variáveis, como a eólica e a solar, nos últimos anos tem contribuído para amenizar os impactos das mudanças climáticas no atendimento à demanda de energia. Entre janeiro de 2020 e novembro de 2025, essas fontes foram responsáveis por aproximadamente 74% da expansão da matriz de geração centralizada do país, gerando, respectivamente, cerca de 34,4 gigawatts (GW) e 18,9 GW de capacidade instalada.
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Essa expansão significativa representa um avanço crucial na transição energética.
Apesar da grande contribuição das fontes renováveis variáveis no suprimento energético, sua expansão trouxe desafios para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). Um dos principais desafios reside no efeito dessas fontes, especialmente da micro e minigeração distribuída (MMGD), no perfil de carga intradiário, um fenômeno conhecido como “curtos” ou “picos”.
Espera-se que esse fenômeno se intensifique nos próximos anos, elevando a complexidade operativa do SIN. A rampa de demanda do sistema entre 13h e 20h pode atingir variações da ordem de 50 GW no final de 2029, representando um desafio significativo para a estabilidade do sistema.
Considerando esse cenário, o atributo de flexibilidade operacional tem ganhado importância no planejamento do setor elétrico. Medidas setoriais estão sendo implementadas para promover o aumento da flexibilidade operativa, como a operacionalização de sistemas de armazenamento de energia e de redes de distribuição.
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Para garantir a flexibilidade do sistema, são necessárias soluções estruturantes, tanto do ponto de vista tecnológico quanto normativo. A implantação de sistemas de armazenamento de energia em larga escala e a criação dos Operadores dos Sistemas de Distribuição (DSOs) são temas de discussões setoriais relevantes.
O debate sobre Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP) exclusivos para a tecnologia de baterias também está em andamento.
Diante da criticidade dos desafios vislumbrados, é fundamental que ocorra uma coalizão setorial para acelerar o ritmo das iniciativas relacionadas à flexibilidade operativa. A colaboração é essencial para assegurar o equilíbrio, a controlabilidade e a segurança de suprimento do Sistema Interligado Nacional (SIN).
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