Fome Devastadora na Somália: Milhões à Beira do Desespero e Crise Humanitária Sem Precedentes

Crise humanitária na Somália: Milhões à beira da fome! 6,5 milhões de pessoas enfrentam risco de morte. Alerta da ONU: situação crítica exige ajuda urgente.

24/02/2026 20:42

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(Imagem de reprodução da internet).

Crise Humanitária Severa na Somália: Milhões à Beira da Fome Aguda

A situação humanitária na Somália é alarmante, com estimativas que apontam para cerca de 6,5 milhões de pessoas enfrentando fome aguda. O governo somali e a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgaram a informação nesta terça-feira (24), destacando a gravidade da crise.

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O alerta surge em um momento crítico, dias após a agência de alimentos da ONU ter alertado para a possibilidade de interrupção da ajuda humanitária em abril, caso não sejam disponibilizados novos recursos financeiros. A Somália declarou estado de emergência nacional por causa da seca em novembro, e outros países da região também estão sofrendo com os impactos da escassez de chuvas.

A crise forçou dezenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas, buscando refúgio em campos e cidades como Mogadíscio. A situação é particularmente grave, com mais de um terço das pessoas afetadas sendo crianças, segundo o governo somali e a ONU.

A situação tem levado a um aumento vertiginoso dos preços da água e de alimentos, além da morte de animais e da escassez de financiamento para programas humanitários. George Conway, coordenador humanitário da ONU para a Somália, expressou preocupação com a rápida deterioração da situação em um comunicado.

Histórias como a de Hawo Abdi, que perdeu dois filhos para doenças após a seca devastar sua terra natal na região da Baía, ilustram o impacto devastador da crise. “Quando vi que o sofrimento estava piorando, fugi de casa e vim para Mogadíscio”, relatou ela à Reuters, buscando abrigo na capital.

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O Programa Mundial de Alimentos da ONU havia estimado 4,4 milhões de pessoas em situação de fome aguda na semana passada, e já havia reduzido sua assistência para pouco mais de 600 mil pessoas, de um total de 2,2 milhões no início do ano. A precisão dos números ainda é objeto de debate.

A situação é avaliada com base na Classificação Integrada das Fases da Segurança Alimentar (IPC), que estabelece um padrão global para determinar a gravidade de uma crise alimentar. Apesar da esperança de que as chuvas entre abril e junho possam trazer algum alívio, estima-se que cerca de 5,5 milhões de pessoas permanecerão em situação de crise ou pior, com 1,6 milhão em situação de emergência.

Casos como o de Abdiyo Ali, que abandonou sua fazenda na região de Lower Shabelle, evidenciam a destruição causada pela seca. “Nossas plantações foram destruídas, nosso gado morreu e as fontes de água ficaram muito distantes. Não temos mais nada para levar conosco”, declarou Ali à Reuters, enquanto preparava sua comida em um campo de deslocados nos arredores de Mogadíscio.

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