FMI alerta: aumento da participação feminina no trabalho pode impulsionar economia brasileira! 🚀 O relatório aponta para um potencial de 0,5% a mais no crescimento anual até 2033. Saiba mais!
O Fundo Monetário Internacional (FMI) destaca que aumentar a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro pode impulsionar significativamente o crescimento econômico do país. A organização estima que, até 2033, reduzir a diferença de participação entre homens e mulheres – atualmente em torno de 20 pontos percentuais – poderia adicionar aproximadamente 0,5 ponto percentual ao crescimento anual do Brasil.
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Essa avaliação surge em um momento de recuperação do mercado de trabalho, marcado pela queda da taxa de desemprego para 5,2% em novembro de 2025, o menor nível em 25 anos. Apesar dessa melhora, as mulheres ainda enfrentam desvantagens em relação à participação no mercado de trabalho.
Em um cenário de envelhecimento da população, aumentar a força de trabalho feminina é um fator crucial para sustentar o ritmo de expansão da economia.
A economista Lorena Hakak, fundadora e presidente da Sociedade de Economia da Família e do Gênero (GeFam), aponta que um dos principais entraves é a alocação de tempo que as mulheres dedicam às responsabilidades de cuidado e aos afazeres domésticos.
As brasileiras continuam sendo as principais responsáveis pelo cuidado de crianças, idosos e pessoas dependentes, o que limita sua disponibilidade para o mercado de trabalho, com jornadas extensas e menor remuneração.
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O debate ganha contornos adicionais quando envolve o Programa Bolsa Família. O relatório do FMI indica que o programa não reduz sistematicamente a participação feminina no mercado de trabalho, exceto entre mães com filhos de até seis anos. A falta de vagas em creches e a escassez de serviços de cuidado em tempo integral amplificam essa restrição, conforme destaca Hakak.
A economista ressalta que, mesmo com maior escolaridade, as mulheres frequentemente ocupam posições com menor remuneração e menor flexibilidade de horário. Essa segmentação ocupacional contribui para a persistência do diferencial salarial. Além disso, as mulheres são sub-representadas em cargos de liderança e posições de poder, onde os salários tendem a ser mais elevados.
O FMI aponta que a diferença salarial média entre homens e mulheres, mesmo após considerar fatores como escolaridade, idade, raça, setor e cargo, é de 22%. Para criar um ambiente mais favorável à inserção feminina, o organismo internacional sugere medidas como a ampliação do acesso a creches e serviços de cuidado, o aperfeiçoamento das regras de programas sociais e a implementação efetiva da Lei da Igualdade Salarial.
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