Análise do FMI Revela Desafios Internos à Competitividade do Canadá
Uma recente análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) destaca que a principal barreira à competitividade do Canadá reside nas dificuldades enfrentadas internamente, dentro do próprio território nacional. As simulações conduzidas pelo FMI indicam que a remoção total das restrições existentes poderia impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) real do Canadá em aproximadamente 7% a longo prazo – um valor equivalente a cerca de 210 bilhões de dólares canadenses, considerando os valores atuais.
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O estudo aponta que as barreiras impostas por províncias e territórios, como diferenças nos processos de licenciamento, padrões regulatórios divergentes, restrições nas compras governamentais e exigências administrativas, representam, em média, uma tarifa de 9% sobre bens e serviços que se movimentam entre as diferentes regiões do país.
Essa situação dificulta o fluxo de comércio interno e a eficiência econômica.
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Em setores estratégicos como saúde e educação, o impacto dessas barreiras é ainda mais significativo, atingindo um custo equivalente a 40%. Essa realidade torna inviável a adesão a acordos comerciais internacionais, conforme apontado pelo Fundo.
Apesar de o Canadá ser reconhecido como uma economia altamente aberta, com forte integração em cadeias globais de produção, a fragmentação da malha interna continua sendo um fator limitante.
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Os efeitos mais notáveis são sentidos no setor de serviços, que concentra a maior parte das trocas interprovinciais. Nesse setor, as oportunidades de ganhos de escala são particularmente relevantes. A análise do FMI sugere que o crescimento econômico sustentável viria de melhorias na alocação de capital e mão de obra, aumento da concorrência e expansão dos mercados para empresas de alto desempenho, e não de um choque repentino na demanda.
