Investimentos em Tecnologia nos EUA Alcançam Nível Histórico com Riscos Globais
Os investimentos em tecnologia nos Estados Unidos registraram o patamar mais elevado desde 2001, contribuindo de forma substancial para o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Essa expansão acelerada foi analisada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em um artigo publicado na segunda-feira (19), assinado pelos conselheiros Financeiro Tobias Adrian e Econômico Pierre-Olivier Gourinchas.
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O FMI destaca que o financiamento robusto de empresas de tecnologia e inteligência artificial (IA) impulsionou novos investimentos em capital. No entanto, o fundo alerta que o aumento da dívida, ou alavancagem, representa um risco considerável para a economia global.
Essa situação pode intensificar os impactos negativos em caso de desaceleração econômica ou mudanças nas condições financeiras.
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A análise do FMI aponta que a crescente dependência de financiamento por dívida pode tornar o setor de tecnologia mais vulnerável a choques externos. A ampliação da alavancagem pode exacerbar os efeitos de uma crise, aumentando o risco de contágio para o sistema financeiro global.
Além disso, o FMI ressalta que a lucratividade das empresas de tecnologia está sujeita a flutuações, sensível a rumores sobre a depreciação de equipamentos. A necessidade de atualizações constantes de equipamentos também pode pressionar as margens de lucro, exigindo ainda mais financiamento por meio de endividamento.
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Apesar de impactar principalmente os Estados Unidos e economias asiáticas focadas em tecnologia, a desvalorização de ações do setor tecnológico pode ter reflexos em índices acionários e em empresas não listadas. A capitalização de mercado também pode influenciar o consumo, especialmente considerando a alta proporção do setor em relação ao PIB americano – um nível superior ao da bolha da internet em 2001.
O FMI adverte que uma redução repentina nos investimentos em IA pode afetar o mercado de trabalho, diminuir a produtividade e gerar perdas de riqueza nos Estados Unidos e no exterior, considerando a presença de ativos americanos detidos por investidores estrangeiros.
Essa situação poderia impactar o consumo, disseminar efeitos negativos pela demanda global e elevar os custos de empréstimos externos, mesmo em economias com pouca exposição à tecnologia.
