Fluxo de Dinheiro Domina Mercado de Crédito Privado: Retornos em Renda Baixa!
Mercado de crédito privado em crise? Investidores sofrem com retornos modestos! Descubra a influência do fluxo de dinheiro e o impacto nos spreads
Retornos em Crédito Privado: Influência do Fluxo e Fundamentos
Investidores que entraram no mercado de crédito privado no ano passado têm enfrentado um cenário de retornos mais modestos do que o esperado. Essa situação, em condições normais, poderia indicar uma redução do risco que o mercado exige, o que geralmente favorece o endividamento das empresas.
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No entanto, a realidade se mostrou diferente, como aponta Helena Lage, gestora de crédito privado da Inter Asset.
Segundo Lage, o comportamento dos ativos foi fortemente influenciado pelo fluxo de recursos, ou seja, pela quantidade de dinheiro entrando e saindo do mercado, em vez de uma melhora real na situação financeira das empresas. “O volume de dinheiro entrando fez muito mais preço e, de certa forma, determinou muito mais até do que os fundamentos”, explica.
Em 2025, por exemplo, houve um período de grande interesse em investimentos em crédito privado, impulsionado por incertezas sobre a tributação de determinados títulos de dívida, como as CRIs e CRAs, e debêntures incentivadas. Essa corrida por recursos impactou os preços dos ativos.
Contudo, a tendência atual é que os spreads – que refletem o risco de crédito de uma empresa – comecem a se alinhar com a qualidade do crédito das empresas.
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Empresas com uma situação financeira sólida, que cumpriram suas obrigações nos últimos anos e sem desafios operacionais, mantêm seus spreads estáveis, e em alguns casos, até os veem diminuir, devido à migração de recursos do mercado. Por outro lado, empresas com alto nível de endividamento, que apostaram em uma queda nos juros que não se concretizou, ou que passaram por movimentações intensas de fusões e aquisições, ou enfrentam dificuldades em seus setores, têm visto seus spreads se ampliarem.
Marcelo Mattos, CIO da Inter Asset, ressalta que o cenário pode beneficiar empresas com alta alavancagem, o que, por consequência, poderia melhorar a percepção de risco do mercado e levar à redução dos spreads. No entanto, segundo Lage, essa perspectiva de alívio no balanço das empresas, devido à queda da taxa Selic, ainda depende da concretização dessa redução.
Daniel Castro, CEO da Inter Asset, enfatiza a estratégia conservadora dos fundos de crédito privado da casa. “Estamos falando de crédito high grade, os menores riscos de mercado”. A Inter Asset possui 80 fundos, sendo que 40 são de crédito privado.
Atualmente, a casa soma R$ 26 bilhões em ativos sob gestão e espera crescer esse número entre 20% e 30% ao ano.
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