Flávio Bolsonaro defende investimento em ciência após caso da polilaminina! Bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ, é destaque na luta por recursos. Saiba mais!
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL-RJ, divulgou um vídeo em sua rede social na última sexta-feira (20 de fevereiro de 2026), utilizando a plataforma para defender o aumento de investimentos públicos em ciência e tecnologia.
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Em seu discurso, o político apresentou a bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como um exemplo do que ele chama de “Brasil que dá certo”, destacando a área como uma prioridade em seu projeto político.
O senador enfatizou a trajetória da cientista, que, com recursos limitados, dedicou 25 anos à pesquisa sobre a proteína polilaminina, utilizada para regeneração da medula espinhal. Ele ressaltou que o trabalho de Sampaio representa um feito que “o mundo todo dizia que era impossível”.
A iniciativa visa demonstrar a importância de uma mudança na condução das políticas públicas, com o Brasil precisando de um governo que invista de forma significativa em ciência e pesquisa.
A trajetória da pesquisa foi interrompida com a perda da patente internacional da polilaminina. A bióloga Tatiana Sampaio explicou que a redução do financiamento, especialmente em 2015 e 2016, inviabilizou o pagamento das taxas necessárias para manter o registro fora do Brasil. “Perdemos tudo, ficamos só com a nacional porque eu paguei do meu bolso por 1 ano”, declarou em uma entrevista ao canal TV 247, no YouTube.
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A perda da patente teve um impacto significativo, limitando o reconhecimento da ciência brasileira e das equipes envolvidas no projeto. A situação gerou a necessidade de pacientes buscarem acesso à substância por meio de ações judiciais, uma vez que o tratamento ainda não possuía registro definitivo.
A polilaminina é uma versão sinteticamente aprimorada da proteína laminina, extraída de placentas humanas. Ela atua como um guia em lesões medulares, auxiliando na reconexão de fibras nervosas rompidas. Em um estudo com 8 pacientes com lesão medular completa, 6 apresentaram algum nível de recuperação de movimentos após o tratamento, e 1 voltou a andar.
A pesquisa demonstra o potencial da substância para a regeneração da medula espinhal.
Em 5 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou um estudo clínico de fase 1 para testar a polilaminina em pacientes com lesões recentes na medula espinhal. A decisão permitiu a aplicação da substância em 5 pacientes para avaliação da segurança do tratamento.
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