Flamengo Projeta Crescimento Financeiro, Mesmo com Investimentos Elevados
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), sinalizou que o clube tem capacidade para aumentar seus gastos em até 50% sem comprometer sua estabilidade financeira. A declaração foi feita em entrevista à revista Poder360 na 5ª feira, 12 de fevereiro de 2026.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em 2025, o clube encerrou o ano com uma receita de 320 milhões de euros (R$ 1,92 bilhão), resultado da conquista do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores. Bap ressaltou que o sucesso financeiro do clube não depende exclusivamente de títulos esportivos.
Modelo de Gestão e Receitas Diversificadas
Segundo o dirigente, o Flamengo teria um crescimento de 25% nas receitas mesmo sem conquistas esportivas. Esse resultado, segundo Bap, é fruto da diversificação das fontes de renda e da expansão da marca do clube para além do futebol.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Gastos e Comparativos com Outros Clubes
O clube investe cerca de 40% da receita do futebol em 2025. Bap comparou a situação do Flamengo com outros clubes brasileiros, que, em média, gastam entre 80% e 100% de suas receitas, e com clubes europeus, onde esse índice varia entre 60% e 70%, dependendo do país.
Projeções para 2026 e Contratação Histórica
Para 2026, a projeção é de faturamento acima de 300 milhões de euros (R$ 1,80 bilhão). Com essa situação financeira favorável, o Flamengo realizou, no início de 2026, a maior contratação da história do futebol brasileiro, pagando 42 milhões de euros (R$ 252,4 milhões) ao West Ham por um jogador.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Gestão do Estádio e Projeto de Estádio Próprio
Bap afirmou que o clube investe apenas quando considera o gasto necessário para alcançar objetivos esportivos. Sobre a gestão do estádio, o presidente disse que a atual gestão dobrou a receita do estádio e elevou a margem de lucro por partida para 72%.
O Flamengo tem contrato de administração do estádio por 19 anos.
Quanto à possibilidade de um estádio próprio, Bap afirmou que o custo ultrapassaria 500 milhões de euros (R$ 3,0 bilhões) e que, nas condições atuais de juros, o projeto não é viável. Ele ressaltou que a decisão só faria sentido com taxas anuais entre 2% e 3%, como foi durante a pandemia.
