Flamengo e Palmeiras lideram a rejeição da SAF! Descubra como clubes como Chapecoense e Fortaleza adotaram o modelo legal e vantajoso. Saiba mais!
A pergunta sobre se um clube pode ser dono da própria SAF – sem a necessidade de buscar investimento externo – surge com frequência. E a resposta é: sim, é possível e já está acontecendo. Clubes como Chapecoense, Fortaleza e Avaí adotaram esse modelo, que se mostra totalmente legal e vantajoso.
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Nesse cenário, o clube se transforma em acionista único, mantendo o controle total sobre as decisões esportivas e administrativas, e aproveitando os benefícios da Lei da SAF sem ceder o controle do futebol para terceiros. A formalização ocorre através da convocação e aprovação em assembleia de sócios, respeitando o quórum exigido pela legislação e pelo estatuto do clube.
Não é necessário buscar investidores externos para constituir a SAF. O clube pode ser o único sócio da sociedade anônima do futebol. No entanto, é crucial ressaltar que o modelo exige uma governança séria. O sucesso ou o fracasso da SAF dependem de dois pilares fundamentais: um Conselho Fiscal genuinamente independente e atuante, e a cobrança constante da torcida e dos sócios para evitar que a SAF se transforme em uma “caixa-preta”.
A Lei da SAF introduziu mecanismos de fiscalização mais rigorosos do que o associativismo tradicional, incluindo um Conselho de Administração, um Conselho Fiscal sem vínculo com a diretoria executiva, auditorias externas obrigatórias e a prestação de contas trimestral, além da fiscalização da CBF, do Judiciário e do Ministério Público.
Essa estrutura melhora significativamente a governança em comparação com o formato associativo anterior.
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Apesar disso, é importante lembrar que o modelo não elimina o risco de má gestão, que continua dependendo das pessoas que estão no comando. A frase “Meu clube nunca vai virar SAF” é frequentemente ouvida, especialmente entre torcedores de clubes grandes e com boa saúde financeira.
Pesquisas recentes indicam que Flamengo e Palmeiras lideram tanto a rejeição da diretoria quanto da torcida ao modelo.
Os argumentos mais comuns incluem o medo de perda de identidade e da “alma” do clube, resistência política interna e exemplos negativos de SAFs que falharam ou geraram desconfiança. No entanto, a rejeição não é unânime e pode mudar ao longo do tempo, especialmente se a situação financeira do clube se deteriorar.
Atualmente, o clube associativo ainda representa a zona de conforto para a maioria dos clubes tradicionais, principalmente aqueles que estão em situação financeira favorável e conquistando títulos. Em última análise, a SAF não é uma solução mágica nem uma vilã. É apenas uma ferramenta jurídica e financeira, cujo resultado depende de como é utilizada, de quem a administra e do nível de fiscalização dos sócios e da torcida.
E você, o que pensa sobre essa possibilidade?
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