FIV: Assisted Hatching Revoluciona Tratamento com Chance Aumentada de Sucesso!

FIV: Novo tratamento com laser aumenta chances de sucesso! Assisted Hatching pode ser a chave para embriões congelados terem sucesso. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Na fertilização in vitro (FIV), cada etapa é crucial. Desde a coleta dos óvulos até a transferência do embrião, pequenos detalhes podem influenciar o sucesso do tratamento. Em algumas situações, a medicina reprodutiva utiliza uma técnica chamada eclosão assistida, ou Assisted Hatching, que visa facilitar a implantação do embrião no útero. É um procedimento preciso, realizado em laboratório, reservado para casos específicos.

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O Papel da Zona Pelúcida

O embrião é protegido por uma estrutura chamada zona pelúcida, uma espécie de “casquinha” protetora que envolve as células nas primeiras fases do desenvolvimento. Naturalmente, ao chegar ao útero, o embrião rompe essa camada espontaneamente – processo conhecido como eclosão –, para então se fixar na parede uterina e iniciar a gestação.

No entanto, em alguns casos, a zona pelúcida pode se tornar mais espessa ou rígida, dificultando a saída do embrião. Mesmo que o embrião seja de boa qualidade, a implantação pode não ocorrer nesse cenário.

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Como Funciona o Assisted Hatching no Laboratório

O Assisted Hatching é realizado por embriologistas especializados, utilizando equipamentos de alta precisão. Com o auxílio de um laser controlado, é feita uma pequena abertura na zona pelúcida, permitindo que o embrião “saia da casca” com mais facilidade no momento adequado.

Todo o procedimento acontece em microscópios específicos, com controle rigoroso de temperatura, do ambiente e de vibração, garantindo a máxima segurança para o embrião. É um processo rápido, indolor e realizado pouco antes da transferência embrionária para o útero.

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Não há contato direto com as células do embrião – apenas com a estrutura externa que o envolve.

Em Quais Situações a Técnica é Indicada

O Assisted Hatching não é recomendado para todos os casos de FIV. Geralmente, é indicado em situações específicas, como em embriões congelados, que podem apresentar uma zona pelúcida mais espessa após o processo de criopreservação. Também pode ser considerado em pacientes com idade materna avançada, histórico de falhas repetidas de implantação ou em transferências de embriões que passaram por biópsia para testes genéticos.

A decisão de realizar a técnica é sempre individualizada, baseada na avaliação do histórico do casal, das características embrionárias e da estratégia do tratamento.

Quando bem indicada, a técnica pode representar um “empurrãozinho” que faz a diferença em um processo tão delicado. O Assisted Hatching é um exemplo de como a tecnologia otimiza cada detalhe da fertilização in vitro, respeitando o tempo e a biologia do embrião para aumentar as chances de implantação, sem substituir os processos naturais.

Em reprodução humana, cada cuidado importa – e, às vezes, ajudar o embrião a dar o próximo passo é exatamente o que faltava para transformar a tentativa em gravidez.

– Dra. Stephanie Majer – CRM/SP 174028 | RQE 393260 Ginecologista graduada em Medicina pelo Centro Universitário São Camilo, com especialização em Reprodução Humana no Hospital Pérola Byington e especialista em Reprodução Assistida na ENNE Clinic.

Membro da Brazil Health.

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