Estudantes Descobrem o Fascínio da Ciência no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência
No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu suas portas para 150 alunas de diversas regiões do Rio de Janeiro. O evento, que celebra a data criada em 2015, visa combater a desigualdade de gênero nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (Stem), historicamente dominadas por homens.
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A iniciativa, que se tornou um marco no país, busca inspirar jovens a seguir carreiras científicas, demonstrando que a ciência é um campo acessível a todos, independentemente do gênero.
Histórias de Estudantes Inspiradoras
Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, de 17 anos, lembra que a paixão pela ciência começou com um “ultimato” da mãe: “Eu tinha a mania de ficar misturando as coisas em casa pra ver o que ia acontecer. Aí, a minha mãe me chamava de cientista maluca.
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Ela falou: ‘Quando você crescer, eu vou te forçar a fazer um curso de química’. E ela forçou mesmo”, diz, com um sorriso. A estudante, que está prestes a concluir o ensino médio com técnico em Química, vislumbra se tornar uma cientista, e a experiência na Fiocruz a inspirou ainda mais.
Participação e Impacto
Outras estudantes, como Duane de Souza, de 17 anos, que mora em Bangu, e Sulamita do Nascimento Morais, de 17 anos, que estuda em uma escola estadual no Méier, também tiveram a oportunidade de vivenciar o impacto da iniciativa. Duane, que já sabia que queria seguir na área da biologia, percebeu que a imersão na Fiocruz lhe proporcionou uma “luz” para definir sua trajetória.
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Sulamita, por sua vez, revelou que antes da experiência, ainda existia um “tabu” na sociedade sobre a tecnologia ser mais coisa de menino, e que a imersão a ajudou a superar essa barreira.
A Importância da Fiocruz
A Fiocruz, instituição centenária, desempenha um papel fundamental na promoção da igualdade de gênero na ciência. Segundo Beatriz Duqueviz, analista de gestão em saúde pública e coordenadora do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, a instituição busca reconhecer e valorizar as cientistas mulheres, além de realizar pesquisas sobre gênero e estimular o interesse pela ciência entre meninas.
Luciana Dias de Lima, co-editora chefe da Revista Cadernos de Saúde Pública, ressalta que o trabalho científico muitas vezes é resultado do esforço coletivo e multidisciplinar, e que a Fiocruz busca apresentar essa realidade às estudantes.
Conclusão
O evento do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência na Fiocruz demonstra a importância de iniciativas que visam inspirar e capacitar jovens a seguir carreiras científicas, independentemente do gênero. A experiência proporcionou às estudantes uma compreensão mais ampla da ciência, além de abrir portas para que elas possam se impor e ter voz na área.
A Fiocruz, com seu compromisso com a igualdade de gênero, continua a desempenhar um papel crucial na construção de um futuro mais justo e equitativo na ciência.
