Finlândia mantém título de país mais feliz do mundo, apesar de desafios econômicos e aumento do desemprego. Relatório aponta para resiliência e apoio social
A Finlândia, conhecida mundialmente como o país mais feliz do mundo, enfrenta atualmente um período de incerteza econômica. A situação, marcada por estagnação econômica, aumento do desemprego e fragilização das finanças públicas, tem gerado apreensão entre seus cidadãos.
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Apesar desses desafios, o país manteve o título de “país mais feliz do mundo” pelo oitavo ano consecutivo, conforme o Relatório Mundial da Felicidade de 2025. Essa persistência da felicidade, mesmo em meio às dificuldades, é atribuída em grande parte ao generoso Estado de bem-estar social do país.
No entanto, os benefícios do Estado de bem-estar social estão sendo reduzidos devido aos custos do envelhecimento populacional. A economia finlandesa, dependente das exportações, tem enfrentado dificuldades desde o colapso da Nokia, a empresa de telefonia que já foi a mais valiosa da Europa em 2014.
A transição para smartphones impactou as exportações e o turismo, além da incerteza em relação às tarifas e ao comércio global. O Banco da Finlândia prevê um crescimento econômico de 0,3% para 2025, abaixo das projeções anteriores.
O desemprego é um dos piores da União Europeia, atingindo níveis elevados, com uma taxa de 10,3% em outubro, o dobro entre os jovens de 15 a 24 anos. A Comissão Europeia está avaliando a possibilidade de incluir a Finlândia no “Procedimento de Déficit Excessivo” devido ao previsto déficit no orçamento.
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Em resposta, o governo de coligação de direita, no poder desde 2023, pretende “reforçar as finanças públicas e controlar a crescente dívida”, facilitando as demissões para reduzir os riscos de contratação. Apesar disso, alguns críticos argumentam que as medidas de austeridade exacerbam os desafios econômicos e o pessimismo do consumidor.
A felicidade na Finlândia vai além das condições econômicas, sendo influenciada por fatores como resiliência e capacidade de lidar com dificuldades de forma colaborativa. O professor emérito John Helliwell, editor do relatório de felicidade, destaca a alta resiliência do país.
Dados da Gallup e da Reuters indicam que os níveis de felicidade dos finlandeses permanecem estáveis, considerando indicadores como PIB per capita, apoio social e expectativa de vida saudável. A busca por apoio em espaços comunitários, como a sauna gratuita administrada por voluntários, também contribui para a percepção de felicidade.
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