Fim do Tratado START: Impactos na Estabilidade Nuclear
O tratado nuclear conhecido como START, que limitava o arsenal estratégico de Estados Unidos e Rússia, chegou ao fim na noite desta quinta-feira (5). O acordo, que estabelecia um limite de 1.550 ogivas nucleares para cada país, também restringia o número de mísseis e aviões bombardeiros utilizados para entregá-las, seja por terra ou submarino.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A data de término coincidiu com a virada do dia, marcando o fim de um período de restrições significativas no desenvolvimento de armas nucleares entre as duas potências.
Especialistas em segurança internacional enfatizam que o valor do tratado START ia muito além da simples definição de números. O acordo proporcionava um ambiente de transparência e previsibilidade, crucial para evitar uma escalada descontrolada na corrida armamentista.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A existência de limites claros sobre o tamanho dos arsenais nucleares ajudava a reduzir a incerteza e a desconfiança entre os países.
Com o fim do tratado, tanto os Estados Unidos quanto a Rússia perderam as restrições mútuas sobre o tamanho de seus arsenais estratégicos. Isso significa que, sem um acordo que estabeleça um quadro de estabilidade, cada país pode sentir a necessidade de aumentar seu poderio nuclear, com base em suposições pessimistas sobre as intenções do outro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
A ausência de um entendimento comum pode gerar um ciclo de acúmulo de armas, aumentando o risco de conflito.
A Rússia, por meio de declarações oficiais, manifestou sua oposição a qualquer nova ameaça. Donald Trump, em declarações anteriores, já havia indicado que o tratado expiraria sem substituição, defendendo a necessidade de um acordo mais vantajoso para os Estados Unidos.
A situação atual levanta preocupações sobre a estabilidade da segurança global e a necessidade de novas negociações para evitar um cenário de maior instabilidade.
