Filipe Martins é Considerado “Preso Político” Após Decisão do STF
Em 2 de janeiro de 2026, o ex-assessor de Luiz Inácio Lula da Silva, Filipe Martins, foi formalmente preso preventivamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, classifica Martins como um “preso político” e uma “vítima de perseguição” por um “regime autoritário”, segundo declarações do advogado Jeffrey Chiquini.
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A medida cautelar foi motivada pelo uso de redes sociais, especificamente o LinkedIn. O magistrado argumentou que a plataforma representava um risco de violação das medidas cautelares impostas. Chiquini criticou a decisão, afirmando que não se tratava de uma medida cautelar, mas sim de uma ação de vingança, sem considerar a inocência do réu ou o cumprimento das cautelares.
A defesa de Martins ressaltou que o ex-assessor nunca teve conta ativa no LinkedIn e que não realizou nenhuma manifestação pública ou comunicação por meio da plataforma. Eles enfatizaram que, desde 8 de fevereiro de 2024, todo o acesso às contas digitais do ex-assessor está sob controle exclusivo dos advogados, com o objetivo de preservar dados, analisar históricos e identificar contatos relevantes para a ampla defesa.
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Martins enfrenta uma pena de 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, mas a pena não está sendo cumprida devido à falta de esgotamento dos recursos sobre a sentença. Chiquini reiterou que Martins é uma “vítima de perseguição” e que a defesa continuará lutando por justiça e liberdade.
O STF também indeferiu um pedido do Poder360 para realizar uma entrevista com Filipe Martins, alegando que a entrevista poderia causar um “risco de tumulto” neste momento processual. O jornal digital argumentou que a realização da entrevista é essencial para atender ao interesse público e garantir a liberdade de imprensa, mas o pedido foi negado.
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