Defensores de Filipe Martins reiteraram, na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, sua contestação à determinação de prisão preventiva emitida por Alexandre de Moraes. A defesa reforça que o ex-assessor da Presidência da República não teve acesso à plataforma LinkedIn, que motivou a ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal.
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O documento completo da manifestação está disponível em formato PDF (15 MB). A defesa argumenta que o último acesso ao perfil de Martins no LinkedIn ocorreu em 13 de setembro de 2024, através de um endereço IP localizado nos Estados Unidos, considerado “compatível com acesso realizado por advogado constituído” e durante sua permanência no território norte-americano.
Na época, Filipe Martins, então sob monitoramento eletrônico, estava em Ponta Grossa, Paraná. A defesa enfatiza que o acesso à rede social não configura descumprimento da ordem judicial, considerando que o ex-assessor da Presidência não realizou publicações na plataforma.
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Datas Relevantes da Prisão Preventiva
As datas-chave relacionadas à nova prisão de Martins incluem:
- 27 de dezembro de 2025: Moraes cita o risco de fuga e determina a prisão preventiva de Filipe Martins após a prisão de Silvinei Vasques no Paraguai.
- 29 de dezembro de 2025: Ricardo Wagner Roquetti, coronel aposentado da Aeronáutica, envia um e-mail ao gabinete de Moraes.
- 30 de dezembro de 2025: Moraes solicita à defesa de Filipe Martins uma explicação sobre seu uso do LinkedIn, alertando para as consequências do descumprimento das medidas cautelares.
- 31 de dezembro de 2025: A defesa de Filipe Martins informa que foi ele quem utilizou o LinkedIn.
- 2 de janeiro de 2026: Filipe Martins é novamente conduzido ao Paraná, sob determinação de Moraes.
A defesa de Martins ainda ressalta que o ex-assessor da Presidência possui o direito a recursos no STF antes do eventual cumprimento da pena, considerando sua condenação por tentativa de golpe de Estado.
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