Filipe Barros convoca Mauro Vieira e Celso Amorim para discutir política externa do governo Lula. Análise da relação Brasil-Venezuela e atuação da ONU.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Filipe Barros (PL-PR), comunicou a intenção de convocar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ex-chanceler Celso Amorim, para prestar esclarecimentos sobre a política externa do governo Lula.
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A iniciativa visa analisar a posição do Brasil em relação a diversos temas internacionais. Barros detalhou que as convocações estão previstas para a primeira semana de fevereiro, coincidindo com a retomada das atividades legislativas na Câmara.
O deputado relatou tentativas de realizar uma reunião de emergência da comissão durante o período de recesso parlamentar, motivada pela operação militar que depôs o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. No entanto, Barros informou que a proposta foi considerada inviável pelo regimento interno.
Ele mencionou que algumas iniciativas serão apresentadas na primeira semana de fevereiro, incluindo a convocação de Mauro Vieira e Celso Amorim.
Barros ressaltou a importância da presença de Celso Amorim, que, segundo ele, é responsável por definir a estratégia internacional do governo Lula. Ele citou um encontro entre os presidentes brasileiro e venezuelano em maio de 2023, onde Lula afirmou que Maduro não era uma pessoa “má”.
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O deputado também mencionou que o objetivo é analisar a relação entre o PT e o regime de Maduro, historicamente alinhados.
O parlamentar pretende apresentar um requerimento de “moção de apoio à prisão” do ex-presidente Nicolás Maduro. Além disso, planeja enviar correspondências à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA), solicitando que declarem apoio à manutenção do ex-chanceler em cárcere.
Barros também está negociando uma missão oficial da comissão à Operação Acolhida, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, no estado de Roraima, para avaliar o trabalho de assistência aos refugiados e migrantes venezuelanos.
O presidente dos Estados Unidos, em comunicado, informou sobre o bombardeio do território venezuelano e a “captura” de Nicolás Maduro e sua esposa, com a colaboração de agentes de inteligência americanos. Os Estados Unidos alegam que Maduro lidera um cartel de drogas e é responsável por atos de violência terrorista.
A situação na Venezuela é considerada delicada.
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