Filhote de Elefante-Marinho Reinserido na Natureza no Paraná

Filhote de elefante-marinho reinserido na natureza no Paraná! Resgatado em 2025, o animal foi solto no litoral paranaense pelo Projeto PMP-BS. Incidente raro com a Polícia Militar

27/01/2026 15:39

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(Imagem de reprodução da internet).

Filhote de Elefante-Marinho Reinserido na Natureza no Paraná

Um filhote de elefante-marinho foi solto no litoral do Paraná nesta quarta-feira, 21. O animal, resgatado no final de 2025, é o primeiro da espécie a ser reinserido pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) após 10 anos de atuação no estado.

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O caso raro ocorreu quando a Polícia Militar do Paraná o encontrou em 26 de dezembro, durante uma ação de monitoramento da orla em Balneário de Monções (PR).

O Caso Único

Segundo a coordenadora do projeto, Camila Domit, a passagem da espécie pelo território nacional e o nascimento do filhote são inéditos para a ciência. Ela enfatiza que o evento nos lembra do compromisso que temos com o oceano e que nossas ações impactam a biodiversidade marinha.

A Reabilitação

Após os procedimentos padrão de resgate, o filhote foi encaminhado para os cuidados do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR), por meio do PMP-BS. Ele chegou debilitado e com quadro de pneumonia. Durante sua estadia no Paraná, o animal passou por exames e foi medicado.

A médica veterinária Juliana Bresciani explica que o filhote também recebeu uma dieta reforçada, com foco em aumentar seu peso e prepará-lo para o retorno à natureza. Com o tratamento, o animal melhorou clinicamente e, no final da reabilitação, recebeu uma quantidade maior de peixes para ganhar peso e estar em boas condições para retornar à natureza.

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O Destino do Animal

Ao final dos quatro meses de vida, o filhote, um macho com 68 kg e 1,80 m de comprimento, foi devolvido ao oceano na região do Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais, a 14 quilômetros da costa paranaense. A expectativa é que ele viaje 2.500 km até a Península de Valdés, na Argentina, região onde a espécie se reproduz.

Camila Domit explica que o local para o soltura foi escolhido para evitar o contato do bebê elefante-marinho com humanos e a contaminação com doenças de outros animais. Durante seu percurso, o filhote deve realizar paradas em ilhas entre o Brasil, Uruguai e Argentina para descansar e se alimentar.

Monitoramento e Pesquisa

Para acompanhar o filhote durante o percurso, os pesquisadores inseriram um transmissor satelital na sua cabeça. O aparelho, que se desprenderá em cerca de seis meses, funciona como uma antena e deve enviar informações sobre o deslocamento e comportamento do animal.

Os dados analisados incluem a profundidade e padrões do nado, tempo de submersão e rotas migratórias.

O coordenador geral do PMP-BS, André Barreto, destaca a importância das informações para a ciência oceânica e a conservação da biodiversidade. Ele ressalta que ainda sabemos pouco sobre a espécie e seus primeiros deslocamentos, tornando essencial compreender a readaptação após a reabilitação.

O transmissor foi instalado em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Sobre o Projeto PMP-BS

O PMP-BS é um projeto que avalia possíveis impactos das atividades de produção em aves, tartarugas e mamíferos marinhos. As equipes monitoram as praias, realizam atendimento veterinário e necropsia de animais encontrados mortos. O projeto cobre a costa desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ) com divisão em 15 trechos.

O LEC/UFPR é responsável pelo Trecho 6, que abrange os municípios paranaenses de Guaratuba, Matinhos, Paranaguá, Pontal do Paraná e Guaraqueçaba.

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