Fiesp Alerta: Redução da Jornada 6×1 Ameaça à Economia e ao Emprego em 2026

Fiesp alerta: PEC que muda jornada 6×1 pode gerar crise! Entenda os riscos de inflação e perda de competitividade das empresas. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) expressou nesta terça-feira (10 de fevereiro de 2026) sua preocupação com o debate atual sobre a proposta de reduzir a escala de trabalho de 6×1. A entidade acredita que a discussão não está considerando adequadamente os impactos para as empresas e os trabalhadores.

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A Defesa da Soberania das Negociações Coletivas

Em uma nota oficial, a Fiesp defendeu que qualquer alteração na jornada de trabalho deve respeitar a autonomia das negociações coletivas, conforme estabelecido na Constituição Federal. A organização enfatiza a importância de considerar as particularidades de cada setor produtivo antes de implementar mudanças significativas.

Riscos de Pressão Inflacionária e Perda de Competitividade

A Fiesp alerta que uma transição para a nova escala sem um aumento correspondente na produtividade ou uma redução do “Custo Brasil” pode levar a pressões inflacionárias e à perda de competitividade das empresas. A organização destaca que essas medidas podem afetar gravemente a sustentabilidade de pequenas e médias empresas, gerando retração econômica, fechamento de empregos formais e o aumento da informalidade.

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O Processo Legislativo e as Considerações do Governo

O presidente da Câmara dos Deputados, em parceria com outras propostas, encaminhou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala de 6×1 para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A tramitação da PEC ainda depende da aprovação em comissão especial. O governo, por sua vez, pretende discutir a possibilidade de apresentar um Projeto de Lei (PL) sobre o tema, caso seja necessário um regime de urgência constitucional, que teria um prazo de 45 dias para votação.

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Reflexões sobre o Futuro do Trabalho

O presidente da Câmara ressaltou a necessidade de considerar o avanço das tecnologias e a automação no ambiente de trabalho, buscando um equilíbrio entre as necessidades dos trabalhadores e a produtividade das empresas. A discussão, segundo ele, deve levar em conta a busca por um “tempo de qualidade” para os trabalhadores.

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