Fictor entra com recuperação judicial! R$ 4 bilhões em dívidas e alerta da CVM. A empresa busca soluções para evitar a falência e proteger os 13.500 empregos. Saiba mais!
O Grupo Fictor deu entrada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) com o objetivo de solicitar recuperação judicial. A empresa justifica a medida como essencial para manter suas operações e os empregos de seus funcionários. O processo envolve a Fictor Holding e a Fictor Invest, e abrange a renegociação de uma dívida total de R$ 4 bilhões. É importante ressaltar que outras empresas do conglomerado não estão incluídas nesse pedido.
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Nos últimos meses, a Fictor enfrentou dificuldades para cumprir com seus compromissos financeiros, atrasando pagamentos a investidores e chamando a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Justiça paulista, na semana anterior ao pedido de recuperação judicial, determinou o bloqueio de R$ 150 milhões, um valor estabelecido em garantias financeiras relacionadas à Fictor Pay.
A situação da Fictor foi agravada pelo processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão regulatória, que seguiu a liquidação do banco, gerou especulações e notícias negativas, afetando a liquidez da Fictor Holding e da Fictor Invest.
As investigações da Polícia Federal (PF) apuram um esquema de fraudes bilionárias envolvendo os sócios do Master e fundos de investimento.
A Fictor alega que, até então, não havia registros de inadimplência e que já havia tomado medidas de reestruturação, como a redução da estrutura física e do quadro de colaboradores, sempre buscando proteger os direitos trabalhistas. A empresa espera que a recuperação judicial crie um ambiente de negociação estruturado, com tratamento isonômico entre os credores, garantindo a continuidade das atividades de forma sustentável.
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A estratégia da Fictor inclui o pagamento das dívidas sem deságio e um pedido de tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por 180 dias, período destinado à negociação de um plano de recuperação. O advogado Carlos Deneszczuk, do Dasa Advogados, que coordena o processo, ressalta que a restrição da recuperação ao nível corporativo visa evitar que empresas viáveis sejam afetadas pelas limitações do procedimento, enquanto a reorganização financeira avança.
A Fictor Alimentos S.A., uma das principais subsidiárias industriais do grupo, com operações em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, empregando cerca de 3.500 pessoas diretamente e 10.000 indiretamente, não faz parte do pedido de recuperação judicial e continuará operando com seus contratos e projetos em curso.
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