FGO: Estratégia Inovadora para Impulsionar Crédito e Mitigar Riscos no Agronegócio em 2026

FGO e Pronaf: Risco no Agronegócio? Governo destina R$ 500 milhões para mitigar crise e impulsionar crédito rural. Saiba mais!

27/02/2026 6:05

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(Imagem de reprodução da internet).

FGO e o Pronaf: Uma Estratégia para Mitigar Riscos no Setor Agrícola

O uso de até R$ 500 milhões do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para financiar operações do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf) representa uma medida importante para enfrentar os desafios atuais no setor agrícola. Segundo informações obtidas pela CNN, que acompanhou a elaboração do Plano Safra, a iniciativa visa fortalecer a oferta de crédito oficial em um cenário de crescente inadimplência e exigências mais rigorosas de garantias.

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A decisão reflete um diagnóstico preciso da equipe econômica: o principal obstáculo não reside no volume de recursos disponíveis ou nas taxas de juros, mas sim na deterioração das garantias exigidas e na maior seletividade dos bancos ao avaliar o risco de crédito.

Dados recentes do Banco Central indicam que a inadimplência nas linhas de crédito rural atingiu 3,31% em dezembro de 2026, com um total de aproximadamente R$ 45 bilhões em operações em atraso, representando cerca de 6% da carteira total de R$ 816 bilhões.

Essa situação de risco, agravada por recuperações judiciais e eventos climáticos recentes, tem levado os bancos a adotarem critérios de garantia mais severos, como a exigência de alienação fiduciária, o que dificulta o acesso ao crédito tradicional para muitos produtores.

O FGO surge, portanto, não apenas como um apoio temporário, mas como um mecanismo de mitigação de risco, capaz de preservar a oferta de crédito oficial, mesmo com a seletividade dos bancos nos seus balanços, sem a necessidade de aportes adicionais do Tesouro.

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Paralelamente, o mercado tem visto uma evolução na forma como o financiamento do setor agrícola é estruturado. O Boletim de Finanças Privadas do Agro, divulgado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), aponta para um estoque de títulos privados no setor que atingiu R$ 1,36 trilhão em janeiro de 2026.

A Cédula de Produto Rural (CPR) lidera esse cenário, com R$ 560,26 bilhões, um aumento de 17% em relação a 2025; a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) alcançou R$ 589,79 bilhões, com um crescimento de 11%; e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) somou R$ 177,87 bilhões, um aumento de 16% no mesmo período.

Os responsáveis pelo Plano Safra interpretam essa tendência como uma migração parcial do financiamento do setor para o mercado de capitais e estruturas privadas, especialmente em momentos de maior restrição do crédito oficial devido ao risco e às exigências de garantias.

Essa expansão de fontes de financiamento reforça a necessidade de instrumentos públicos de mitigação de risco, como o FGO, para manter o crédito rural no radar das instituições financeiras.

A proposta 2213/25, já aprovada na Câmara dos Deputados e aguardando sanção presidencial, prevê que os recursos administrados pelo Banco do Brasil poderão garantir parte das operações da agricultura familiar no âmbito do Pronaf. A aprovação da proposta representa um passo importante para garantir o acesso ao crédito para os pequenos produtores.

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