FGC Inicia Pagamentos a Credores do Banco Master em Investigação Vorcaro

FGC inicia pagamentos a credores do Banco Master. Investidores recebem ressarcimento de até R$ 250 mil. Processo investiga Daniel Vorcaro e fraudes bancárias

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(Imagem de reprodução da internet).

FGC Inicia Pagamentos a Credores do Banco Master

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) anunciou que começará a efetuar pagamentos aos credores do Banco Master a partir da segunda-feira, 19. Inicialmente, cerca de 150 mil pessoas físicas e jurídicas devem receber o ressarcimento referente às garantias dos credores que investiram em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos por essa instituição.

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Os CDBs são investimentos de renda fixa onde o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca, podendo ser prefixados ou pós-fixados, atrelados a índices como o CDI.

Proteção do FGC

O FGC garante os depósitos até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Um investidor com R$ 180 mil em CDBs e R$ 100 mil em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil, caso o valor excedente seja solicitado no processo de liquidação.

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A liquidação segue regras claras, sem implicações na perda total dos valores, mas altera a dinâmica de acesso ao dinheiro, transformando o cliente em credor do banco.

Processo de Liquidação

O primeiro passo é o levantamento da situação financeira da instituição, seguido pela apuração dos valores devidos, identificação de ativos e avaliação do que pode ser recuperado.

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Investigação Criminal

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, no mesmo dia da operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga fraudes bancárias cometidas por Daniel Vorcaro e pessoas ligadas ao banco. A segunda fase da investigação ocorreu em 14 de janeiro de 2026.

Por ordem do ministro Dias Toffoli, do STF, a Polícia Federal antecipará o depoimento de ex-diretores do Master e do BRB, originalmente agendado para a semana que vem e início de fevereiro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que há indícios de que o Banco Master utilizou “vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização” para desviar bilhões de reais, beneficiando seus controladores, especialmente Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ele.

O esquema envolvia fundos de investimento e empresas de fachada, administradas por “laranjas”.

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