Ministro da Fazenda Aponta Fragilidades no FGC Após Fraude no Banco Master
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta terça-feira (10 de fevereiro de 2026) que a fraude de aproximadamente R$ 12 bilhões no Banco Master expôs falhas significativas no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e na legislação que regula o sistema financeiro nacional.
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A avaliação do ministro ressalta a urgência de mudanças estruturais para evitar a repetição de episódios como este, com impactos diretos nos custos bancários e na estabilidade do mercado. A declaração foi feita durante uma participação em evento promovido pelo BTG Pactual.
Haddad destacou que o FGC passou a lidar com ativos de difícil mensuração, situação que gerou um desafio para a gestão do fundo. “Você tem um balanço de R$ 80 bilhões e ninguém sabe quanto valem os ativos inscritos ali”, afirmou. Essa complexidade exigiu um reforço estimado em R$ 55 bilhões para garantir a cobertura aos credores, o que, por sua vez, implica em antecipação de contribuições e cobrança adicional das instituições financeiras.
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O ministro informou que parte das medidas envolvendo o FGC já foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas que outras ainda estão em fase de validação. Há discussões em andamento para uma reforma mais ampla do fundo, visando evitar que situações semelhantes se repitam.
Haddad enfatizou que a intenção não é restringir excessivamente o FGC, a fim de não comprometer a concorrência no sistema financeiro, mas também não manter regras que permitiram o que ele classificou como um descalabro regulatório.
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Segundo o ministro, técnicos do Banco Central estão em diálogo com o sistema financeiro para construir um modelo mais robusto. Embora o caso não tenha configurado risco sistêmico, devido ao envolvimento de múltiplas instituições financeiras, a situação reforça a necessidade de correções regulatórias e maior rigor na supervisão do mercado.
